CONSCIENTIZAÇÃO

Sífilis: alerta para risco de transmissão para bebês na gestação e parto

No Dia Nacional de Combate à Sífilis, a hora é de lembrar que a doença pode evoluir para estágios mais graves e trazer consequências para a mãe e para o bebê

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A sífilis é uma infecção bacteriana causada pela Treponema pallidum, transmitida principalmente por contato sexual desprotegido. O assunto vem à tona com a proximidade do Dia Nacional de Combate à Sífilis, em 19 de outubro. Em Minas Gerais, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, de janeiro a julho foram registrados 32.351 casos de sífilis em gestantes e 11.818 casos de sífilis congênita, que ocorre quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto (transmissão vertical). Ainda de acordo com o governo de Minas Gerais, de 2020 a 2023 o número de casos da doença transmitida para o bebê aumentou, em média, 8% ao ano.

Se não tratada, a sífilis pode evoluir para estágios mais graves e trazer consequências tanto para a mãe quanto para o bebê. Para as gestantes, a infecção pode causar complicações como aneurismas, problemas neurológicos e lesões em órgãos vitais. Para o bebê, a transmissão pode resultar em aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro e sífilis congênita, que pode provocar malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos.

Segundo o médico, membro do Comitê Gravidez de Alto Risco e Medicina Fetal da SOGIMIG e especialista em infecções congênitas, Júlio Couto, "a sífilis congênita é uma condição grave, mas completamente evitável com o diagnóstico e tratamento adequados durante o pré-natal". Ele ressalta que o pré-natal é a principal ferramenta para identificar e tratar a infecção precocemente, garantindo a saúde da mãe e do bebê.

Durante o acompanhamento da gestação, são realizados exames de triagem como o VDRL, que detectam a presença da bactéria. Se a infecção for identificada, o tratamento com penicilina benzatina deve ser iniciado imediatamente, sendo o único tratamento eficaz para a sífilis em gestantes. Além disso, é fundamental que o parceiro da gestante também seja tratado para evitar a reinfecção, um dos grandes desafios no controle da sífilis materna e congênita.

Prevenção

A presidente do Comitê Gravidez de Alto Risco e Medicina Fetal da SOGIMIG, a médica Suzana Pires do Rio, destaca que a conscientização é uma das principais armas contra a sífilis. "A prevenção da sífilis passa pela educação sexual, uso de preservativos e diagnóstico precoce no pré-natal. Com a detecção oportuna e tratamento adequado, podemos evitar complicações graves para mãe e bebê", afirma.

A médica reforça a importância de que todas as gestantes realizem o pré-natal completo, incluindo os testes para sífilis, e que os profissionais de saúde estejam atentos para garantir que o tratamento seja feito da forma correta, tanto para a mãe quanto para o parceiro.

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