A patologia atinge, principalmente, pessoas a partir dos 40 anos, mas pode acontecer em qualquer idade, sendo, a princípio, assintomática -  (crédito: Freepik)

A patologia atinge, principalmente, pessoas a partir dos 40 anos, mas pode acontecer em qualquer idade, sendo, a princípio, assintomática

crédito: Freepik

A medicina evolui diariamente com pesquisas e descobertas de tratamentos para diferentes patologias. O glaucoma, por exemplo, é uma doença ocular considerada comum e aumenta a pressão intraocular, comprometendo o nervo que liga o olho ao cérebro, fazendo com que a visão fique em risco.

A doença não tem cura e, por muito tempo, acreditava-se que o tratamento à base de colírios era a única solução, mas na verdade, atualmente, já existem alternativas, como o Selective Laser Trabeculoplasty (SLT) e o iStent.

A oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, afirma que o SLT não é invasivo e nem causa dor. O laser tem a função de abaixar a pressão intraocular com a drenagem do humor aquoso, entre os compartimentos do olho, eliminando-o com facilidade.

A patologia atinge, principalmente, pessoas a partir dos 40 anos, mas pode acontecer em qualquer idade, sendo, a princípio, assintomática. Os primeiros sinais costumam aparecer apenas em casos mais avançados, já considerados graves, exigindo intervenção médica urgente. Os sintomas incluem baixa visão, vermelhidão, dores nos olhos, cabeça, náuseas e vômitos, mas a maioria dos pacientes lidará apenas com a queda na qualidade da visão, difícil até mesmo de ser percebida, devido ao avanço gradual.

O diagnóstico é feito com exame de fundo de olho, tomografia de coerência óptica e retinografia, visando identificar alterações no nervo óptico e melhor acompanhamento das alterações. Após a confirmação, um tratamento é indicado conforme a necessidade e características do caso.

A especialista lembra que, além do SLT, quem tem glaucoma também pode passar pelo procedimento chamado iStent para melhorar a drenagem do humor aquoso e diminuir a pressão intraocular, sendo, normalmente, feito juntamente com a cirurgia de tratamento. A recomendação médica exclui a necessidade de passar por outra cirurgia, assim como reduzir a quantidade de colírios usados e com possibilidade de tornar o uso dispensável.

Ambas as técnicas eliminam ou reduzem o uso das lágrimas artificiais para estabilizar a pressão ocular, evitando a preocupação de estar, constantemente, aplicando os colírios em horários pré-estabelecidos. Também é essencial manter as consultas em dia, para, através do acompanhamento, monitorar se o procedimento foi, de fato, eficiente, evitando a evolução da condição.