Por que Michelle resiste à pressão para ser vice de Flávio Bolsonaro

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto tem dito a aliados da ex-primeira-dama que ainda torce por uma dobradinha dela com o enteado

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A insistência do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para convencer Michelle Bolsonaro a integrar como vice a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro tem esbarrado em uma resistência firme da ex-primeira-dama.

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O cacique vem enviando recados para Michelle, por intermédio de aliados dela, repisando que torce para que a dobradinha aconteça. Ele entende que essa é uma forma de potencializar a candidatura de Flávio. Números da mais recente pesquisa Genial/Quaest indicam que a reaproximação do filho 01 de Jair Bolsonaro com a madrasta melhorou o desempenho dele entre eleitores da direita.

É público e notório o entendimento do partido de que Michelle seria a principal alternativa para reduzir a rejeição do senador entre mulheres e evangélicos, sobretudo após a escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) para a vice não produzir o efeito esperado. Longe de empolgar, a escolha do deputado alagoano já gera desgastes à campanha, especialmente após o parlamentar ser associado a acusações que vão de estupro a irregularidades com emendas parlamentares. Ele nega todas elas.

Michelle Bolsonaro demorou a confirmar a candidatura ao Senado e, a despeito das pressões para virar vice de Flávio, não deve mudar a rota. A ex-primeira-dama tem ouvido de aliados que disputar uma vaga no Congresso representa um caminho mais seguro politicamente do que integrar uma chapa presidencial cercada de incertezas. Em caso de derrota de Flávio, ela correria o risco de ficar sem mandato — ou até ser responsabilizada pelo fracasso do projeto.

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Outro motivo da resistência dela é a falta de perspectiva de protagonismo. Michelle não acredita que teria espaço relevante em um eventual governo comandado pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro e, por isso, prefere construir um projeto político próprio. A relação com Flávio também pesa. Apesar da reaproximação pública nos últimos meses, a paz entre madrasta e enteado é relativa. Nos bastidores, a convivência continua marcada por desconfianças.

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