Renan Santos diz que republicanos derrotados "têm nos Bolsonaro sua filial"
Presidente do Missão e cofundador do MBL afirmou que Trump faz "governo essencialmente corrupto que traiu seus eleitores" e lidera "uma desgraça de direita"
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Renan Santos, presidente do Missão e ex-candidato à Presidência, usou as redes sociais para comentar as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e atacar a família Bolsonaro. Ao celebrar a derrota dos republicanos, o cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL) apresentou o grupo brasileiro como uma extensão da direita ligada a Donald Trump.
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“Essa desgraça de direita retardada dos republicanos, que tem nos Bolsonaro sua filial, tomaram uma taca. Que acabem logo. Trump toca um governo essencialmente corrupto que traiu seus eleitores. Que surja algo novo no lugar”, criticou.
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O ataque dá continuidade ao confronto com o bolsonarismo. Após o segundo turno brasileiro, Renan atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro à arrogância e à “falta de humildade” dos bolsonaristas. Criticou a aposta no engajamento digital e resumiu: “Uma direita que fica dançando o tempo todo, termina dançando na eleição”.
Em 28 de outubro, também classificou como “oposição EAD” a iniciativa de Flávio de anunciar um governo paralelo a partir dos EUA. Questionou a atuação política no exterior e o apoio de Trump: “Trump não tem amigos, tem parceiros de negócios”.
Renan ganhou projeção como articulador do MBL, fundado em 2014, e dos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2015 e 2016. O movimento apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2018, mas passou à oposição e chegou a defender seu impeachment.
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À frente do Missão, registrado pelo TSE em novembro de 2025, Renan disputou a Presidência em 2026. Sua trajetória recente é marcada pela tentativa de construir uma alternativa de direita tanto ao PT quanto ao bolsonarismo.