Nikolas e outros opositores a Lula criticam classificação de desenhos bíblicos
Decisão não recomenda desenhos bíblicos para menores de 12 anos; Nikolas Ferreira, Ana Paula Valadão e Gleidson Azevedo se manifestam contra a medida
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A nova classificação indicativa do programa "Record Kids: Desenhos Bíblicos" gerou contestações de opositores ao governo Lula. A decisão de tornar o programa não recomendado para menores de 12 anos foi assinada por Eduardo de Araújo Nepomuceno, coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa, e publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (29/10).
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Entre os nomes que manifestaram contrariedade à alteração estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), a cantora Ana Paula Valadão e o deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
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Críticas e manifestações nas redes
Nikolas Ferreira publicou críticas em suas redes sociais às decisões governamentais sobre a programação televisiva nesta terça-feira (3/10). O parlamentar comparou a determinação com a faixa etária atribuída a outras exibições.
O Governo Lula classificou a transmissão do Carnaval de 2026 como não recomendada para menores de 10 anos. Uma programação que continha nudez explícita.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) November 3, 2026
Agora, o mesmo Governo atribuiu classificação de 12 anos para os desenhos bíblicos da Record Kids, citando “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”.
Carnaval: 10 anos.
Desenhos bíblicos: 12 anos.
São atos oficiais que levantam perguntas objetivas: quais critérios técnicos justificam essa diferença? Ou podemos chamar essa diferença de “conveniência técnica” ou até mesmo de perseguição?
Diante disso, vou protocolar um PDL para revogar essa Portaria ilegal e perseguidora.
Em sua publicação, afirmou que a transmissão do Carnaval de 2026 recebeu a classificação de não recomendada para menores de 10 anos mesmo contendo nudez explícita, enquanto a produção bíblica infantil recebeu a indicação de 12 anos. "Quais critérios técnicos justificam essa diferença? Ou podemos chamar essa diferença de 'conveniência técnica' ou até mesmo de perseguição?". Para anular a determinação, o deputado anunciou que pretende protocolar um PDL para revogar a medida no Congresso Nacional.
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Outros críticos da medida publicaram vídeos na segunda-feira (2/10). Em postagem no Instagram, o deputado federal Gleidson Azevedo prometeu ir à Brasília após a mudança “para combater isso e lutar pelas nossas famílias”. Na legenda da postagem, escreveu: "estamos vivendo uma guerra espiritual".
No mesmo dia, Ana Paula Valadão classificou a decisão como "um absurdo" em gravação com o marido Gustavo Bessa. Durante o vídeo, ele afirmou que a ação do governo representa uma "inversão muito clara de valores no governo brasileiro.” Segundo Bessa, a ação representa “exatamente aquilo que lemos no livro dos profetas".
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*Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.