A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comemorou publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (26/10), no início da coletiva de imprensa diária da mandatária.

Ao entrar no salão reservado para a entrevista, a governante mexicana fez o L, gesto característico utilizado por apoiadores de Lula ao longo da campanha eleitoral. Logo no início de seu pronunciamento, ela definiu a reeleição do petista como um acontecimento positivo para a região.

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Em sua fala, Claudia Sheinbaum afirmou: "estamos felizes, muito contentes pela vitória de Lula em Brasil. Muitas e muitas felicidades ao presidente Lula e ao povo do Brasil. É um sopro de esperança para a América Latina e o Caribe". Logo após a manifestação, a presidente deu início aos informes sobre seu governo.

Cenário político na América do Sul

A confirmação da vitória de Lula provocou um revés para a ala política de direita, que registrava avanços na América do Sul. O resultado garantiu a manutenção do Brasil como um dos únicos países do continente governados atualmente pela esquerda.

O cenário regional antecedente mostrava o domínio de candidatos direitistas, que haviam saído vitoriosos nas últimas cinco eleições presidenciais realizadas na região.

Repercussão internacional

Apesar de declarar anteriormente que acompanhava o processo eleitoral brasileiro de forma atenta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não emitiu pronunciamento. O mandatário da Argentina, Javier Milei, também permaneceu sem divulgar posicionamento.

Diversos representantes de outros governos parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25) pelo resultado eleitoral:

  • Emmanuel Macron, presidente da França;

  • Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha;

  • Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China;

  • Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia;

  • a presidência Russa;

  • Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia;

  • Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia;

  • Mark Carney, premiê do Canadá;

  • Keiko Fujimori, presidente do Peru;

  • Daniel Noboa, presidente do Equador;

  • José Antonio Kast, presidente do Chile;

  • Yamandú Orsi, presidente do Uruguai;

  • Santiago Peña, presidente do Paraguai;

  • Rodrigo Paz, presidente da Bolívia;

  • José Raúl Mulino, presidente do Panamá.

Eleições 2026

O atual presidente se reelegeu contra Flávio Bolsonaro (PL) com 51,79% dos votos, o que representa mais de 64 milhões de eleitores. A vitória foi considerada histórica, já que, no primeiro turno, o presidente havia ficado em segundo lugar, com 45,16%, atrás de Flávio, que recebeu 47,03%.

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*estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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