O candidato Flávio Bolsonaro (PL) foi corrigido pela jornalista Renata Lo Prete durante entrevista após o debate da TV Globo, realizado nessa sexta-feira (23/10). Ao responder sobre a continuidade da política de combate ao desmatamento, o parlamentar abordou o índice de queimadas na Amazônia.
Durante a entrevista, a jornalista mencionou compromissos do candidato com o reajuste real do salário mínimo, o programa "Pé de Meia" e o transporte público gratuito no fim de semana. Em seguida, ela perguntou se o plano contra o desmatamento também continuaria em vigor.
"Olha, se você for à Amazônia, a quantidade de focos de incêndio neste outubro tem expectativa de superar todos os recordes da história. Quer dizer, não estão combatendo o desmatamento nem as queimadas. Tanto é que pediram ajuda aos bombeiros da Amazônia, pediram ajuda ao governo federal. Isso não aconteceu", respondeu o candidato do PL.
“Agora, o debate aqui hoje foi, eu acho, muito saudável. Todos puderam ver a diferença entre as propostas do futuro comigo e as propostas do passado com eles. E o Brasil do futuro não vai ser o passado. É assim que vou governar, olhando para a frente. E, se houver políticas públicas boas, que não sejam propriamente do nosso lado e forem do lado de lá, não tem problema nenhum. Vou fazer sempre o que for melhor para você, cidadão brasileiro”, completou.
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Renata Lo Prete esclareceu a distinção entre queimadas e desmatamentos e apontou levantamentos oficiais recentes. A jornalista citou dados do Prodes divulgados em 16 de outubro, que registraram 3.335 km² desmatados na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026. A taxa representou redução de 41,8% e o menor índice da série histórica iniciada em 1988.
"Só para esclarecer um pouco mais, o senhor não estava falando de queimada, estava falando de desmatamento e saiu um dado desse mês de recorde de baixa de desmatamento. Então, eu queria saber se o senhor pretende manter [a política]", interrompeu a jornalista.
Após a intervenção, Flávio prometeu zerar o desmatamento ilegal até 2029. O candidato defendeu o suporte policial e militar na tarefa, sustentando que a questão possui motivação criminal antes de ser ambiental.
"Vou me comprometer com isso, porque essa questão, às vezes, é muito mais até criminal do que ambiental. E as Forças Armadas vão trabalhar no combate aos crimes na Amazônia, por exemplo. A Aeronáutica vai ser reequipada, vai ser aparelhada com tecnologia para fazer sobrevoos, para poder fiscalizar. As polícias vão ser acionadas para prender aquelas pessoas que estão fazendo desmatamento ilegal. É assim que eu vou combater a impunidade nesse setor”, respondeu.
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O plano apresentado inclui reequipar a Aeronáutica com tecnologia para sobrevoos de fiscalização e acionar forças policiais para prender responsáveis pela derrubada ilegal de mata nativa.
Atuação de órgãos ambientais
Questionado sobre a permanência do Ibama e do ICMBio na fiscalização florestal, Flávio declarou que os órgãos têm "travas ideológicas" e prometeu que, em seu governo, "vão ser órgãos que vão respeitar a lei".
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O candidato confirmou a manutenção das entidades na aplicação das regras, mas fez ressalvas às ações executadas no Pará. Flávio argumentou que as instituições não têm sido efetivas e defendeu que elas não devem barrar projetos econômicos, citando a exploração de petróleo na foz do rio Amazonas.
