O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reuniu lideranças em Brasília para avaliar o cenário político. O encontro contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também participaram o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão. 

Durante a conversa, segundo a colunista do jornal “O Globo”, Malu Gaspar, o parlamentar apresentou duas previsões. A primeira tratou da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Conforme pesquisa da Quaest divulgada na última quarta-feira (21/10), Flávio soma 45% das intenções de voto contra 44% de Lula, configurando empate técnico com um ponto percentual de diferença.

Alcolumbre avalia que o petista pode virar a disputa no domingo (25/10). A mudança dependeria da mobilização da militância e da redução da abstenção. Entre o primeiro e o segundo turno, o chefe do Senado colaborou com o Palácio do Planalto ao destravar a aprovação do fim da escala 6x1, uma das principais bandeiras eleitorais petistas.

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Articulação para o Supremo Tribunal Federal

A segunda projeção envolve o futuro de Pacheco. Alcolumbre garantiu aos presentes que possui condições de aprovar o colega em uma eventual vaga no STF, independentemente do candidato vencedor da eleição presidencial. O líder legislativo sustenta que Pacheco reúne amplo apoio interno para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, aberta em outubro do ano passado.

Pacheco presidiu o Senado entre 2021 e 2025 e obteve aprovação para o TCU em setembro deste ano, com 63 votos a favor e quatro contrários. Caso migre para a corte constitucional, a vaga deixada no tribunal de contas ficará com o Senado. Essa movimentação permitiria contemplar aliados governistas derrotados nas urnas, como a ex-ministra Simone Tebet (PSB) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

A iniciativa retoma planos traçados por Alcolumbre no ano anterior. Na ocasião, Lula preteriu Pacheco para escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias. Contrariado com a decisão, o presidente do Senado construiu uma aliança com Moraes e com a bancada bolsonarista para impor uma derrota ao chefe do Executivo.

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Moraes buscava frear a ala ligada ao ministro André Mendonça, relator do caso Master e articulador de Messias, que havia apresentado ao plenário mensagens do magistrado com Daniel Vorcaro. Os bolsonaristas queriam impor uma rejeição inédita desde o governo Floriano Peixoto, em 1894, além de manter o posto aberto para uma possível vitória de Flávio Bolsonaro. Na reta final da eleição, Alcolumbre retoma a articulação por Pacheco esperando contar com o apoio de Lula.

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