Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participam nesta sexta-feira (23/10), do último debate presidencial antes do segundo turno. Os candidatos chegam ao confronto final tecnicamente empatados nas pesquisas, com o senador numericamente à frente do presidente da República.

As duas campanhas pretendem mudar a postura adotada no encontro anterior, organizado por "Band" e "Estadão". Analistas e pesquisas qualitativas apontaram insatisfação dos eleitores com a falta de propostas entre os concorrentes.

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Estratégia de Lula

Lula reservou dois dias para focar na preparação e recuperar a voz no Palácio da Alvorada, cancelando viagens. Auxiliares do petista avaliam que ele precisa de um desempenho superior para conseguir uma virada histórica na disputa.

A coordenação da campanha definiu três prioridades temáticas para o presidente:

  • explorar a agenda de cortes de gastos defendida pelo adversário;

  • apontar os riscos do armamento;

  • responder aos ataques ligados a investigações e ao caso Roberta Luchsinger.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, negociou com a "Globo" o veto à circulação dos candidatos pelo palco enquanto o oponente discursa. A checagem ao vivo durante a transmissão foi recusada pela emissora, ficando a cargo da divisão "Fato ou Fake", do "G1", no portal do "Grupo Globo".

Ajustes na campanha de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro também dedicou dois dias aos treinos, com reuniões em Brasília ao lado do governador Tarcísio de Freitas e nova etapa de preparação no Rio de Janeiro. A equipe tenta afastar o candidato da influência de Pablo Marçal, após pesquisas apontarem oscilação negativa do senador para 52% e queda da rejeição de Lula para 47%.

Para atrair eleitores indecisos, o plano prevê priorizar medidas populares, abordando a segurança nas ruas para mulheres, o encarecimento dos alimentos e a manutenção do Bolsa Família. As críticas ao atual governo focarão em fraudes no INSS e denúncias de Roberta Luchsinger sobre Lulinha, deixando de lado escândalos antigos como Mensalão e Petrolão.

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O comando eleitoral também orientou o senador a responder diretamente aos temas para evitar a impressão de fuga deixada no confronto anterior. No primeiro debate, o candidato não respondeu sobre o alinhamento com Javier Milei, a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, recursos do filme "Dark Horse" e a política do salário mínimo.

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