Internautas criticaram o jogador Neymar Jr., após ele comentar um emoji de gargalhada a uma publicação que zombava de uma mulher durante uma manifestação em homenagem a Marielle Franco. O ato lembrava a vereadora e o motorista Anderson Gomes, assassinados a tiros em março de 2018 no Estácio, bairro da região central do Rio de Janeiro.
O vídeo divulgado nas redes sociais mostra uma mulher não identificada segurando um cartaz durante o protesto, enquanto participantes entoam o lema "Marielle, presente". A expressão virou homenagem aos dois após os assassinatos. Em seguida, a gravação congela na imagem da manifestante com os dizeres "Marielle, presente. Prestobarba, ausente".
Nos comentários, Neymar Jr. reagiu com um emoji de risada, gerando reprovação imediata nas redes sociais. Usuários da rede social X criticaram o jogador.
Leia Mais
-
STF inicia julgamento de acusados de mandar matar Marielle Franco
-
Anielle sobre morte da irmã: 'Solução é dever do Estado brasileiro'
-
Ana Maria Braga dá conselho a Neymar sobre polêmicas: 'Fica pior'
"Que caráter deplorável. Trai a esposa, sonega impostos e promove apostas. Acha que tem o direito de zombar de alguém! A única coisa que você tem é dinheiro! Fracassado! Repugnante!", escreveu um perfil.
"Realmente, ele não presta em nada, nem como homem, muito menos como jogador de futebol, que só dança no campo!", disse outro. "Tinha que ser o joelho de paçoca", comentou um terceiro.
A ex-Ministra da Igualdade Racial e deputada federal do Rio de Janeiro Anielle Franco (PT), irmã de Marielle, lamentou publicamente a postura do atleta na internet. "A memória da minha irmã não é motivo de deboche! Marielle foi uma mulher que dedicou a vida à luta por justiça e direitos humanos, e sua história merece respeito. É lamentável ver um homem com tanta visibilidade como Neymar tratar com deboche uma publicação sobre a morte de uma mulher negra que foi assassinada por defender seus ideais. Isso é uma vergonha para o esporte brasileiro! Marielle segue presente, e ninguém vai apagar seu legado”, publicou nas redes sociais.
Assassinato de Marielle Franco
Marielle Franco foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, no bairro do Estácio. A parlamentar retornava de um evento de mulheres negras na Rua dos Inválidos, na Lapa, ao lado de Anderson Gomes, de 39 anos, e da assessora Fernanda Chaves, de 43 anos.
Leia Mais
Na Rua Joaquim Palhares, perto da Praça da Bandeira, um automóvel Chevrolet Cobalt prata emparelhou com o veículo. O carro recebeu nove disparos: quatro atingiram Marielle, sendo três na cabeça e um no pescoço, e três feriram Anderson nas costas. Ambos morreram no local, enquanto a assessora sofreu ferimentos provocados por estilhaços.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Investigações apontaram os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes do crime. O ex-policial militar Ronnie Lessa disparou os tiros, enquanto Élcio de Queiroz dirigiu o carro. Em fevereiro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os réus envolvidos no planejamento e na execução do ataque, incluindo Ronald Paulo Alves Pereira, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto Fonseca.
