Eleito para o Senado no início do mês com 4.968.829 votos, o deputado federal Domingos Sávio (PL) não teve tempo para descansar da campanha. Ele se dedica desde então ao objetivo de garantir – e ampliar – a vantagem do candidato de seu partido, Flávio Bolsonaro, sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais. “O desafio ainda é maior porque nós temos que ganhar definitivamente a Presidência da República no segundo turno. Estou trabalhando muito para isso”, afirmou o parlamentar na tarde desta quarta-feira (14/10), antes da gravação do programa de entrevistas EM Minas, da TV Alterosa, em parceria com o Estado de Minas e o Portal Uai. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 5.777.548 votos em Minas Gerais, o equivalente a 48,24% dos votos válidos. Lula ficou com 5.188.936 de votos, o que representou 43,33% dos votos.

Nascido em São Tiago (MG), Domingos Sávio tem 69 anos e fez a carreira política em Divinópolis, mesma cidade do governador eleito, Cleitinho Azevedo. Na semana seguinte à eleição, esteve em Brasília na reunião de Cleitinho com Flávio Bolsonaro. “Tive o cuidado de estar construindo uma boa parceria do nosso governador eleito com o nosso futuro presidente, assegurando que haverá sensibilidade de Flávio em renegociar a dívida de Minas para que Cleitinho possa fazer um grande governo, o que todos nós desejamos”, afirmou.

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Com ações marcadas em diversas cidades mineiras nos próximos dias para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro, Domingos Sávio afirma que o descanso somente virá após se conhecer o resultado do segundo turno da eleição presidencial. “Não vamos parar até que chegue o dia 25 e, se Deus quiser, a gente possa ganhar a eleição para o bem do Brasil”, antecipou.

Leia, a seguir, trechos da entrevista do senador eleito ao Estado de Minas e assista no sábado, na TV Alterosa, a entrevista de Domingos Sávio ao EM Minas, apresentado por Carolina Saraiva. O programa vai ao ar às 19h20.

Vitória

“Não tenho dúvida de que a nossa vitória é fruto de um trabalho de grupo, de uma ação bem coletiva, de uma vida pública com lealdade, onde eu colhi os frutos dessa lealdade e dessa coerência, e com isso a gente contribuiu também para o projeto vitorioso de Flávio Bolsonaro aqui em Minas.”


Flávio e Cleitinho

“Nós não paramos. Na semana seguinte à eleição, fui a Brasília e me reuni com o Flávio Bolsonaro. Tive o cuidado de estar construindo uma boa parceria do nosso governador eleito Cleitinho com o nosso futuro presidente. Essa relação se deu com o Cleitinho confirmando que estará apoiando Flávio Bolsonaro e já está fazendo isso. Mas é óbvio também já trabalhando por Minas, assegurando que haverá sensibilidade do futuro presidente em renegociar a dívida de Minas, para que Cleitinho possa fazer um grande governo, que é o que todos nós desejamos.”


Ações no estado

“As ações que nós já estamos desenvolvendo em Minas nos próximos dias são visitas a várias regiões do estado. Ainda nesta semana em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha. Pretendo estar também em Taiobeiras, Salinas, Montes Claros. Depois desço para o Sul de Minas, onde eu vou estar no sábado em Guaxupé e em Passos... E não vamos parar até que chegue o dia 25 e, se Deus quiser, a gente possa ganhar a eleição para o bem do Brasil.”

Dívida de Minas

“Por que tenho clareza de que o melhor para Minas é Flávio Bolsonaro juntamente com Cleitinho? Porque o Lula vetou os artigos que nós queríamos no Propag, que é a renegociação da dívida de Minas. Eram artigos fundamentais, que possibilitariam que boa parte desse dinheiro, ao invés de ir para Brasília, ficasse em Minas sob a forma de investimentos em estradas, em segurança pública, na saúde. Nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro assumiu o compromisso de fazer essa renegociação com Minas. Por isso, será muito importante, para que o Cleitinho faça um bom governo, que a gente tenha Flávio Bolsonaro eleito. Nós estamos trabalhando muito para essa parceria dar certo.”

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Divisão da direita

“Nós do PL optamos pelo lançamento de uma única candidatura, concentrando todo o nosso esforço em torno do nosso nome, e deixamos em aberto a possibilidade de uma coligação. Essa coligação, infelizmente, acabou não acontecendo. Não foi falta do PL buscar uma aliança no primeiro turno. Mas, infelizmente, as circunstâncias da política local e nacional não possibilitaram uma aliança no primeiro turno. Eu, da minha parte, respeitei os outros candidatos de centro, não tivemos nenhuma relação de hostilidade nem com Marcelo Aro, Carlos Viana, nem com o próprio Aécio. A polarização está muito presente na vida pública neste momento e mostrou que a nossa eleição foi muito majoritária, muito vigorosa. Nós chegamos a praticamente 5 milhões de votos. Muitos até avaliam que, se o PL tivesse lançado dois candidatos e arrancado com os dois candidatos desde o início, poderíamos ter feito os dois senadores aqui como ocorreu em outros estados (Rio de Janeiro e São Paulo). Mas nós não tínhamos bola de cristal. Infelizmente, a aliança não ocorreu e nós tivemos que sair com candidatura única do PL. O bom é que ela saiu vitoriosa. Procurarei honrar esse apoio que a direita e boa parte do centro me deram para chegar aí como um dos recordistas de voto na história do Senado de Minas Gerais.” n

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