O senador Alessandro Vieira (MDB), reeleito por Sergipe com 399.775 votos (17,13%), fez duras críticas aos candidatos do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua rede social, o senador afirmou que os dois postulantes “não demonstram condições para enfrentar problemas que se tornaram crônicos no Brasil, como a corrupção, o avanço das facções, a radicalização política e a desigualdade social agravada pela precarização do mercado de trabalho.”
Delegado de polícia por mais de 20 anos, Alessandro Vieira foi relator da CPI do Crime Organizado e relator da proposta de auxílio emergencial durante a pandemia. Na CPI da Covid, ganhou projeção pelos questionamentos incisivos aos convocados sobre as falhas nas políticas públicas de combate à doença.
Leia Mais
-
Na prorrogação, Lula aposta no ‘mata-mata’ para tentar virada inédita
-
Pesquisas Quaest e Nexus mostram o impacto da crise no STF na disputa presidencial
-
Próximo ciclo não terá um presidente forte, aposta diretor da Fundação FHC
Para Alessandro, Lula e Flávio “não representam aquilo que eu entendo ser necessário para resolver os problemas do presente e muito menos para projetar um futuro que garanta desenvolvimento econômico e social para o Brasil” e reduzem as eleições a “uma medíocre disputa de rejeições”
“Lula representa um projeto politico que envelheceu mal e que não demonstra capacidade de reação”, avaliou o senador. “Já Flávio representa ao mesmo tempo um vazio de ideias e uma proximidade com ilícitos típica da política fluminense. Os dois arrastam para a presidência escândalos e práticas incompatíveis com a importância do cargo”, afirmou, ao justificar sua posição de neutralidade no segundo turno. “Não é razoável para mim apoiar qualquer um deles com base apenas na rejeição ao outro”, complementou.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Defensor da reforma do Judiciário, Alessandro Vieira criticou, em entrevista ao site Platô, o atual presidente do Senado. “Davi Alcolumbre não tem condições de conduzir as pautas necessárias para o Brasil, inclusive a urgente investigação da conduta de alguns ministros do STF”, afirmou. Ao jornalista Diego Amorim, Alessandro disse que conseguiu superar a polarização pela aprovação do trabalho que realizou. “Creio que sou um dos poucos parlamentares independentes que tiveram sucesso nas urnas”, avaliou.
