Com o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 marcado para 25 de outubro, uma nova ferramenta digital, batizada de “Onde dá pra conversar”, pode ajudar campanhas e eleitores a se situarem. A plataforma oferece um mapa do Brasil que aponta, cidade por cidade, onde se concentram os votos que podem definir o resultado final da disputa.

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que terminaram o primeiro turno com uma diferença de aproximadamente 2 milhões de votos, agora se volta para um universo de 47,9 milhões de eleitores. A iniciativa independente utiliza dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer um retrato do primeiro turno: ela identifica o volume de eleitores que votaram em candidatos derrotados, anularam, votaram em branco ou se abstiveram.

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Ao visualizar a quantidade de votos “disponíveis” em cada município, estrategistas e eleitores dos dois candidatos podem focar suas mensagens e mobilizações de forma mais precisa, otimizando recursos e tempo nesta reta final. A iniciativa foi inspirada no projeto “Como meus vizinhos votam”.

Onde estão os votos decisivos?

A interface da plataforma é intuitiva e permite filtrar os dados por diferentes categorias. É possível visualizar o mapa de calor com base nos principais grupos de eleitores que agora estão em jogo para o segundo turno, fornecendo um panorama do eleitorado a ser conquistado:

  • Eleitores de outros candidatos: pessoas que compareceram para votar, mas cujos candidatos não estão mais na disputa presidencial.

  • Abstenções: cidadãos que não foram votar no primeiro turno e que ainda podem ser convencidos a participar.

  • Votos nulos e brancos: eleitores que foram à seção eleitoral, mas optaram por não escolher nenhum dos nomes apresentados.

Ao navegar pelo mapa, é possível comparar o número de votos disponíveis com a diferença registrada entre os dois candidatos que disputam o segundo turno. Em muitas localidades, o total combinado de abstenções, brancos e nulos supera essa margem, mostrando que a eleição pode ser decidida por quem ainda não escolheu um lado.

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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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