Eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4/10), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou que não pretende morar nos palácios oficiais do governo. Ele planeja continuar vivendo em sua casa em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, a cerca de 140 quilômetros da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Segundo o governador eleito, a intenção é manter um estilo de vida que não gere despesas extras para a administração pública. “Eu quero levar uma forma de vida que não traga custo para o Estado. Queria continuar morando na mesma casa que eu moro há exatamente 10 anos”, teria afirmado.

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Cleitinho também manifestou o desejo de dispensar as regalias e a estrutura disponíveis ao chefe do Executivo. “Eu não quero ir para o palácio. Eu quero é ficar na minha casa, e servir. Eu não quero ser servido”, ressaltou. Para ele, permanecer em Divinópolis é uma maneira de preservar sua identidade.

Hábito de dispensar privilégios

A atitude não é inédita em sua trajetória política. Em 2018, quando foi eleito para seu mandato como deputado estadual, iniciado em 2019, Cleitinho solicitou a instalação de uma cama e um chuveiro em seu gabinete na Assembleia Legislativa. O objetivo era pernoitar no local quando necessário, sem precisar alugar um imóvel na capital mineira.

Na época, ele afirmou que dormiria no gabinete para economizar. “É só acordar, escovar os dentes, tomar um banho e atravessar a rua”, disse, referindo-se à proximidade entre os prédios do Legislativo.

O pedido, no entanto, foi negado pela equipe técnica da Assembleia. A justificativa foi que não havia previsão para moradia de parlamentares no prédio, cujo funcionamento era restrito ao horário das 6h às 22h, e que a licença de funcionamento dos edifícios era para uso não residencial.

A Casa informou, na ocasião, que Cleitinho teria direito a um auxílio-moradia, mas ele recusou o benefício. O então deputado eleito esclareceu que sua intenção era apenas questionar a possibilidade de passar a noite no local esporadicamente e reforçar que parlamentares não precisavam do auxílio. Em 2019, o salário de um deputado estadual era R$ 25.322,25 e, o auxílio-moradia, R$ R$ 4.377,73. Hoje, os valores são, respectivamente, R$ 34.774,64 e R$ 7.809,54.

Ele afirmou que pagaria por uma acomodação com o próprio salário parlamentar sempre que precisasse pernoitar em Belo Horizonte. “Quando precisar de dormir em BH arrumo um lugar para isso sem problemas e pago com o meu próprio salário”, disse.

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Na época, o parlamentar afirmou que não propôs morar na Assembleia, apenas perguntou se poderia dormir lá caso precisasse passar uma noite em BH. “O gabinete é muito confortável e não via problema algum em passar a noite, mas se eles não deixam arrumo outro lugar quando precisar”, disse.

“O importante disso tudo é entender que parlamentares não precisam de auxílio-moradia”, completou o então deputado estadual eleito.

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