ELEIÇÕES 2026

Do sacolão ao governo: quem é Cleitinho, eleito governador de Minas

Senador de 44 anos iniciou trajetória eleitoral em Divinópolis, em 2016, e chegou ao Palácio Tiradentes após ascensão impulsionada pelas redes sociais

Publicidade
Carregando...

Dez anos depois de conquistar o primeiro mandato eletivo, como vereador de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, Cleiton Gontijo de Azevedo, o Cleitinho (Republicanos), chegou ao posto mais alto da política estadual. Eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4/10), o senador de 44 anos construiu uma trajetória de rápida ascensão, impulsionada pelas redes sociais e por um discurso voltado à fiscalização do poder público e ao combate ao que classifica como privilégios da classe política. O parlamentar chega ao governo sem nunca ter ocupado cargo executivo.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Natural de Divinópolis, onde nasceu em 15 de abril de 1982, Cleitinho trabalhava como comerciante no sacolão de verduras da família antes de ingressar na política. Também atuou como músico. A primeira disputa eleitoral ocorreu em 2016. Naquele ano, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Divinópolis e terminou a eleição como o terceiro vereador mais votado da cidade.

Ainda no início da carreira política, ganhou projeção com vídeos publicados nas redes sociais, principalmente durante ações de fiscalização de serviços públicos e em críticas ao uso de recursos do Estado.

O mandato municipal durou apenas dois anos. Em 2018, Cleitinho concorreu a deputado estadual pelo então PPS e ampliou sua votação para além de Divinópolis. Foi eleito para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) com mais de 115 mil votos, se tornando o quarto deputado estadual mais votado naquele pleito.

Quatro anos depois, deu um novo salto na carreira política. Em vez de buscar a reeleição para a Assembleia, lançou candidatura ao Senado em 2022. Filiado ao PSC naquele momento, foi eleito com mais de 4 milhões de votos. Posteriormente, migrou para o Republicanos, partido pelo qual disputou o governo de Minas quatro anos mais tarde.

O mandato no Senado começou em fevereiro de 2023 e iria originalmente até 2031. Em Brasília, Cleitinho manteve o discurso centrado na fiscalização e aproximou sua atuação de pautas da direita, tornando-se um dos principais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Casado e pai de uma filha, Cleitinho pertence a uma família que também ampliou sua presença na política mineira. Seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo (Republicanos), deixou a Prefeitura de Divinópolis e foi eleito deputado federal, enquanto outro irmão, Eduardo Azevedo (PL), conquistou a reeleição para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Candidatura de idas e vindas

A definição sobre a candidatura de Cleitinho ao governo de Minas foi marcada por uma sequência de reviravoltas. Líder nas pesquisas durante meses, o senador manteve dúvidas sobre a entrada na disputa e deixou em espera partidos que viam nele um nome capaz de unificar o campo conservador no estado.

Em meio às articulações, Cleitinho perdeu, em 18 de julho, o irmão mais novo, Matheus Azevedo, de 30 anos, que enfrentava uma leucemia. O senador havia sido doador de medula óssea para o irmão e chegou a relatar, no plenário do Senado, o impacto emocional da morte sobre ele e a família.

Uma semana depois, em 25 de julho, Cleitinho chegou à convenção estadual do Republicanos sem ter confirmado a candidatura. Diante da indefinição, a cúpula da legenda decidiu que não poderia mais aguardar uma resposta do senador e passou a buscar outra composição para a disputa pelo governo mineiro.

Dias depois, Cleitinho anunciou que queria concorrer ao Palácio Tiradentes e passou a articular com aliados uma tentativa de convencer a direção nacional do Republicanos a rever a decisão.

As negociações, porém, tiveram uma nova reviravolta em 3 de agosto. Ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, Cleitinho anunciou que não seria candidato e afirmou que precisava cuidar de si e da família após a morte do irmão.

Menos de 24 horas depois, voltou atrás. Durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, Cleitinho fez um apelo público para que Marcos Pereira autorizasse sua candidatura ao governo de Minas. O pedido foi rejeitado naquele momento pelo dirigente, que criticou publicamente as sucessivas mudanças de posição do senador.

A indefinição desgastou a relação de Cleitinho com a cúpula nacional do Republicanos e manteve seu futuro eleitoral em aberto nos últimos dias do prazo para as convenções. Mesmo depois de tratar a candidatura como uma “página virada”, porém, a direção nacional retomou as conversas com o senador e decidiu confirmá-lo na disputa pelo governo de Minas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Com a vitória, o governador eleito deixa o Senado antes de completar metade do mandato iniciado em 2023. Pela composição da chapa eleita em 2022, a vaga será ocupada pelo primeiro suplente, Alex Diniz.

Tópicos relacionados:

cleitinho eleicoes-2026 minas-gerais

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay