Eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno, Cleitinho Azevedo (Republicanos) pretende continuar morando na mesma casa onde vive há cerca de dez anos, em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, mesmo depois de assumir o Executivo estadual.
O senador diz que quer preservar a rotina na cidade natal e evitar que sua mudança para o novo cargo represente custos adicionais ao Estado. A cidade fica a cerca de 140 quilômetros da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.
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“Eu quero levar uma forma de vida que não traga custo para o Estado. Eu queria realmente ficar, não mudar da minha casa, continuar morando na mesma casa que eu moro há exatamente 10 anos”, contou. A intenção foi revelada durante entrevista realizada à TV Integração, em Divinópolis.
Cleitinho também disse não pretender incorporar à rotina as regalias e a estrutura disponíveis ao governador. “Eu não quero ir para o palácio. Eu quero é ficar na minha casa, e servir. Eu não quero ser servido, não. Eu quero é continuar servindo a minha população”, ressaltou.
Para o governador eleito, permanecer em Divinópolis também é uma forma de preservar o estilo de vida mantido antes de chegar ao comando do Estado. “A essência não pode mudar. Eu não posso mudar a minha essência”, disse.
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A permanência na cidade também mantém Cleitinho próximo do local onde iniciou sua trajetória eleitoral. Em dez anos, ele passou de vereador de Divinópolis a deputado estadual, senador e, agora, governador eleito.
O senador foi eleito nesse domingo (4/10) com 55,40% dos votos válidos, o equivalente a 6.321.351 votos. Aos 44 anos, chegará ao Palácio Tiradentes sem ter ocupado anteriormente um cargo no Executivo. Natural de Divinópolis, onde nasceu em 15 de abril de 1982, Cleiton Gontijo de Azevedo trabalhava como comerciante no sacolão de verduras da família antes de ingressar na política. Também atuou como músico.
Sua primeira disputa eleitoral ocorreu em 2016. Naquele ano, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Divinópolis como o terceiro vereador mais votado da cidade. Ganhou projeção com vídeos publicados nas redes sociais, principalmente durante ações de fiscalização de serviços públicos e críticas ao uso de recursos do Estado.
Dois anos depois, concorreu a deputado estadual pelo então PPS. Com mais de 115 mil votos, tornou-se o quarto deputado estadual mais votado naquele pleito. Em 2022, Cleitinho abriu mão de disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e concorreu ao Senado. Filiado ao PSC naquele momento, recebeu mais de 4 milhões de votos e iniciou o mandato em fevereiro de 2023. Posteriormente, migrou para o Republicanos.
No Senado, manteve o discurso centrado na fiscalização e aproximou sua atuação de pautas da direita, tornando-se um dos principais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Casado e pai de uma filha, Cleitinho pertence a uma família que também ampliou a presença na política mineira. Seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo (Republicanos), deixou a Prefeitura de Divinópolis e foi eleito deputado federal, enquanto Eduardo Azevedo (PL) conquistou a reeleição para a Assembleia Legislativa.
