Durante entrevista ao canal Flow, no YouTube, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou para criticar Flávio Bolsonaro (PL). “É uma pessoa desqualificada, não tem passado, presente nem futuro. Esse rapaz nunca trabalhou na vida”, disse o candidato à reeleição, ao lembrar que o adversário se elegeu pela primeira vez como vereador aos 21 anos.
Lula declarou ainda que “o passado dele (Flávio) é tenebroso” e que o que leva parte da população a votar nele é simplesmente o antipetismo.
A participação de Lula foi anunciada pelo próprio Flow nas redes sociais na quarta-feira (30/9), depois que a campanha comunicou oficialmente à Globo que o presidente não iria ao debate. Até a terça-feira, o PT mantinha a possibilidade de participação. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, dizia que Lula participaria se o formato permitisse um confronto mais direto com Flávio Bolsonaro. A avaliação da campanha era de que, sem o petista no palco, os ataques dos demais candidatos se concentrariam no senador.
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O cenário mudou nesta quinta-feira (1º/10), e a Globo acabou cancelando o debate. A emissora recebeu duas notificações judiciais horas antes do início. A primeira veio de uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atendeu a um pedido da coligação de Lula e derrubou a regra sobre candidatos ausentes. Essa regra constava da ata assinada por todos os partidos, inclusive o PT, e previa manter no cenário o púlpito vazio com o nome do petista. Também permitia que os presentes formulassem perguntas a ele.
A segunda notificação veio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, a pedido do Solidariedade, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão). Flávio Bolsonaro já havia anunciado que não iria, alegando “censura” do TSE. Em nota, a Globo afirmou que as decisões tomadas de última hora causaram insegurança jurídica e representaram “interferência indevida na liberdade da imprensa de organizar debates”.
Não é a primeira vez que Lula se senta à mesa do Flow. Em outubro de 2022, na reta final do segundo turno contra Jair Bolsonaro, o então ex-presidente deu ao podcast uma entrevista de cerca de 1h40, conduzida por Igor Coelho, o Igor 3K. A audiência passou de 1 milhão de espectadores simultâneos e superou a marca que Bolsonaro tinha alcançado no mesmo programa, em agosto daquele ano.
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Trocar o debate por uma entrevista repete a estratégia adotada pela campanha em agosto. Em 23 de agosto, enquanto Caiado, Cury e Renan Santos se enfrentavam na Band, Lula concedeu entrevista exclusiva à Record. No caso da Globo, porém, o debate acabou cancelado após as decisões judiciais e as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro.
