Quem é o suplente que pode assumir o mandato de Flávio Bolsonaro no Senado
Empresário e ex-aliado da família, Paulo Marinho está na linha de sucessão; entenda as regras para a troca de cadeira e o futuro da vaga parlamentar
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A fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos gerou dúvidas sobre a ocupação de sua vaga no Senado. Eleito pelo Rio de Janeiro em 2018, o parlamentar tem mandato até o início de 2027. O empresário Paulo Marinho, de 74 anos, é o primeiro suplente e integra a linha sucessória direta. O empresário Leonardo Rodrigues ocupa o posto de segundo suplente.
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Regras para a substituição do titular
A saída de Flávio do país após a derrota eleitoral não transfere o mandato de maneira automática. A legislação determina que o primeiro suplente assume a vaga somente sob três condições:
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renúncia do titular
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perda definitiva do cargo
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licença com duração superior a 120 dias
Ao viajar para o exterior e divulgar uma carta de teor golpista, Flávio pode responder a processos disciplinares por quebra de decoro. As regras do Senado determinam desconto proporcional no subsídio mensal de R$ 44 mil para cada sessão com ausência de voto.
A cassação decorrente de faltas exige a ausência em um terço das sessões dentro de um ano. Com a proximidade do recesso parlamentar, fixado para 22 de dezembro, e restando cerca de 30 dias úteis com sessões de segunda a quinta-feira, não há tempo hábil para alcançar esse número.
Perfil e histórico de Paulo Marinho
Com carreira nos setores financeiro, naval e de comunicação, Paulo Marinho cedeu a residência no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para sediar a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. O rompimento político com o grupo ocorreu em maio de 2020.
Durante a disputa presidencial de outubro de 2022, Marinho apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na época, o suplente declarou que “quem conhece Bolsonaro, como eu conheço, vota no Lula” e afirmou que precisava “pagar uma penitência de 2018”.
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Posteriormente, o empresário passou por uma etapa de reaproximação com a família Bolsonaro. Ele também é pai da cantora Giulia Be, que se casou com o advogado Conor Kennedy, sobrinho-neto de John F. Kennedy e filho do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr.