ELEIÇÕES 2026

ALMG: esquerda apoia Doorgal, que deve ter candidatura única à presidência

Bloco liderado pelo PT abriu mão de lançar Ulysses Gomes à presidência da Assembleia; deputado do PP já reúne apoio da maioria dos 77 parlamentares

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O Bloco Democracia e Luta, formado por partidos de esquerda na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), anunciou, nessa terça-feira (27/10), apoio à candidatura do deputado estadual Doorgal Andrada (PP) à presidência da Casa para o biênio 2027-2028. Com a adesão do grupo, que reúne parlamentares do PT, PV, Rede, Psol e PCdoB, o parlamentar passa a contar com o apoio da maioria dos 77 deputados eleitos e deve disputar o comando do Legislativo mineiro como candidato único.

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A decisão foi tomada após uma reunião entre integrantes do bloco na atual legislatura e parlamentares eleitos para o próximo mandato, conduzida pelo deputado Ulysses Gomes (PT), líder do grupo. O petista, que foi reeleito, era o nome defendido pela esquerda para a presidência da Assembleia, mas já mantinha conversas com Doorgal nas últimas semanas.

Em nota, o bloco justificou o apoio pela expectativa de que o deputado do PP conduza uma gestão aberta ao diálogo com todas as bancadas e comprometida com a independência do Legislativo e o respeito às prerrogativas parlamentares.

"O apoio à candidatura está associado à expectativa de uma Presidência aberta ao diálogo com todas as bancadas e comprometida com o respeito às prerrogativas parlamentares e ao papel fiscalizador da Assembleia", declarou o grupo.

Os partidos também destacaram que a adesão à candidatura não representa uma renúncia à autonomia política do bloco. Segundo a nota, os parlamentares continuarão defendendo suas posições e atuando para garantir o papel fiscalizador da Assembleia.

A adesão da esquerda, que elegeu 19 deputados estaduais, amplia o consenso em torno de Doorgal Andrada e praticamente encerra a disputa pela sucessão de Tadeu Leite (MDB), atual presidente da ALMG. Para ser eleito, o candidato precisa receber ao menos 39 votos entre os 77 parlamentares.

Apoio do PL e do PSD

Antes da manifestação da esquerda, Doorgal já havia conquistado o apoio de partidos que inicialmente pretendiam lançar candidatos próprios à presidência da Assembleia. Na semana passada, o Partido Liberal (PL), que terá a maior bancada da Casa a partir de 2027, com 21 deputados eleitos, anunciou apoio ao parlamentar do PP. A legenda havia articulado a candidatura do deputado Bruno Engler (PL), mas desistiu da disputa para integrar o grupo de apoio a Doorgal.

O PSD também abriu mão de concorrer ao comando do Legislativo mineiro. O partido, que inicialmente trabalhava com o nome do atual líder de governo, João Magalhães, decidiu apoiar Doorgal após articulações internas. O anúncio foi feito pelo deputado estadual Cássio Soares, líder do Bloco Minas em Frente e presidente do PSD em Minas Gerais. Segundo ele, a decisão foi tomada por unanimidade entre os nove parlamentares eleitos pela legenda para a próxima legislatura.

Doorgal também recebeu o apoio do Republicanos, partido do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho. 

Eleição em fevereiro

A eleição para a nova Mesa Diretora da Assembleia está marcada para 1º de fevereiro de 2027, mesma data da posse dos deputados estaduais eleitos em outubro. O mandato será de dois anos, até o início de 2029.

Se eleito, Doorgal Andrada sucederá Tadeu Leite (MDB), que foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e assume o novo cargo em 2027.

Além do presidente, a Mesa Diretora é composta por outros seis parlamentares, responsáveis pela condução administrativa e legislativa da Casa. O Regimento Interno permite uma única recondução consecutiva ao mesmo cargo.

O presidente da ALMG tem entre suas atribuições definir a pauta de votações do Plenário, conduzir as sessões legislativas, designar integrantes das comissões e decidir questões relacionadas à aplicação do Regimento Interno.

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Também cabe ao ocupante do cargo promulgar leis que não forem sancionadas pelo governador dentro do prazo legal e assumir o governo de Minas Gerais em caso de impedimento simultâneo do governador e do vice-governador.

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