Polícia identifica mulher filmada fazendo saudação nazista após votar no RJ
Erica Marques Pinho foi filmada pelo celular de um eleitor. Ela confirmou que era uma saudação nazista e perguntou se o homem era comunista
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou a mulher filmada fazendo uma saudação nazista no Colégio Santo Inácio, local de votação em Botafogo, na zona sul da cidade, no domingo (25/10), dia do segundo turno das eleições.
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Erica Marques Pinho, 46, foi filmada pelo celular de um eleitor judeu. Segundo o registro de ocorrência, ele havia acabado de votar quando encontrou uma amiga no pátio externo do colégio. Assustada, ela contou ter visto uma mulher fazer a saudação ao entrar no prédio. Pouco depois, ao sair, a mulher repetiu o gesto.
O eleitor então a questionou: "É isso mesmo? Uma saudação nazista?". De acordo com o relato à polícia, ela confirmou e perguntou se ele era comunista. Ele negou e disse que era judeu. "Pior ainda", respondeu a mulher.
A reportagem procurou Erica Marques Pinho por telefone e por mensagens, mas ela não respondeu. Em outros dois registros de ocorrência em que ela figura como vítima de assaltos, ela se identificou como professora e informou que tem ensino superior.
Em uma publicação de 2020 em rede social, Erica pediu intervenção militar. Quando um internauta disse que aquilo era crime, ela respondeu: "apologia ao crime é ladrar Lula livre". Na sequência, escreveu em inglês "The only good communist is a dead communist" (o único comunista bom é um comunista morto) e pregou a morte da esquerda. Na foto de seu perfil no Instagram, ela aparece em uma montagem ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No registro na delegacia, o eleitor descreve a mulher usando uma camiseta amarela com a frase "meu partido é o Brasil" e um boné vermelho com a inscrição "make america great again", slogan da campanha associado eleitoral do presidente dos EUA, Donald Trump. O vídeo circula nas redes sociais.
O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo), e a mulher será chamada para depor. O crime é tratado como injúria por preconceito.
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A Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) classificou o gesto como "absolutamente inaceitável". A entidade afirmou que vai acompanhar a investigação e cobrar medidas na Justiça.
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O vereador Flávio Valle (PSD), presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo da Câmara Municipal do Rio, encaminhou o episódio ao MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e pediu que o órgão acompanhe a apuração. Ele defende que a eleitora responda por crime de racismo.