Campanha de Lula vê com estranheza condição de Flávio para abrir sigilos ao TSE
Camilo Santana critica decisão de André Mendonça que afasta o TSE da intermediação da abertura de sigilos dos candidatos
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O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levantou suspeitas, nesta sexta-feira (23/10), sobre a decisão do adversário Flávio Bolsonaro (PL) de condicionar a abertura de seus sigilos fiscais e telefônicos a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida foi anunciada momentos após o vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, se manifestar contra a responsabilidade do tribunal em decisões que envolvam a liberação voluntária de sigilos.
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“Até parece que foi combinado. Pedimos que o ministro reconsidere a decisão”, disse Camilo a jornalistas, no QG da campanha de Lula, em Brasília. Ao lado do senador estavam o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
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Ao cobrar a reconsideração de Mendonça, Camilo ressaltou que a abertura de sigilos dos candidatos deve ser intermediada por um árbitro. “Se não tiver (resposta), pediremos para que seja feito em plenário (do TSE)”, afirmou o coordenador da campanha.