'Povo foi às ruas nos cobrar', diz Lula sobre o fim da escala 6x1
Na cerimônia de promulgação, presidente afirmou que mudanças nas relações de trabalho devem conciliar a saúde dos empregados com a manutenção das empresas
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou, nesta sexta-feira (16/10), a promulgação do fim da escala de trabalho 6x1 e defendeu o direito dos trabalhadores ao descanso, ao convívio familiar e ao lazer. Durante a cerimônia no Congresso Nacional, o petista afirmou que as transformações no mundo do trabalho exigem condições mais dignas para a população e criticou as tentativas de atribuir aos empregados a responsabilidade por eventuais dificuldades econômicas decorrentes da mudança.
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Ao relembrar sua trajetória profissional, o presidente disse que trabalhou durante a vida no regime de cinco dias de trabalho por dois de descanso. Segundo ele, a necessidade de complementar a renda o levava a trabalhar aos sábados para pagar o aluguel. Lula argumentou que o descanso é uma condição essencial para a qualidade de vida. “O ser humano tem o direito de visitar a família, de ver os parentes, de levar a criança a uma praça em algum lugar para descansar”, afirmou.
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O presidente também destacou os avanços tecnológicos e as transformações no comércio e no ambiente digital para defender uma distribuição mais equilibrada dos benefícios do desenvolvimento econômico. Para Lula, não é justo transferir aos trabalhadores o peso de eventuais crises sob o argumento de que a redução da jornada prejudicaria a atividade produtiva. Ele ressaltou que a legislação prevê a possibilidade de discutir e solucionar problemas específicos que possam surgir em determinadas categorias profissionais.
O candidato à reeleição afirmou, ainda, que a mudança precisa conciliar a continuidade das atividades empresariais com a preservação da saúde dos empregados. O presidente ponderou que a intenção não é inviabilizar os negócios, mas impedir que a busca por produtividade comprometa o bem-estar dos trabalhadores. Na avaliação dele, eventuais dificuldades de adaptação poderão ser superadas com diálogo entre os setores envolvidos.
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Durante o discurso, Lula também elogiou o Congresso Nacional pela aprovação da medida e defendeu a convivência democrática entre governo e parlamentares, mesmo diante de divergências políticas. O presidente lembrou que seu partido possui bancadas minoritárias na Câmara dos Deputados e no Senado, mas conseguiu construir acordos para aprovar propostas de interesse do governo, citando também a reforma tributária. Para ele, o resultado demonstra a importância da negociação entre as instituições.
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Ao final, classificou a promulgação como uma conquista histórica e atribuiu a aprovação à mobilização popular. Segundo o presidente, trabalhadores, mulheres, estudantes e adolescentes foram às ruas para reivindicar mudanças nas condições de trabalho. Ele parabenizou deputados e senadores e afirmou que a decisão representa o atendimento a uma demanda da sociedade brasileira. “O que nós estamos fazendo hoje foi obedecer à vontade de um povo que foi para a rua e cobrou de nós”, declarou.