DISCURSO EM JERUSALÉM

Netanyahu recorda posse de Bolsonaro e chama Brasil de ‘país pequeno’

Fala ocorreu enquanto primeiro-ministro destacava o que considera uma retomada das relações de Israel com países latino-americanos

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o Brasil de “país pequeno” ao recordar sua participação na posse do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2019. A declaração foi feita nesta quarta-feira (14/10), durante uma cerimônia em Jerusalém para marcar a inauguração da embaixada da Colômbia na cidade.

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Ao discursar no evento, Netanyahu relembrou as viagens que fez à América Latina e citou a visita ao Brasil para a posse de Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019.

“Os primeiros lugares que visitamos, Sara e eu, foram três países: Colômbia, Argentina e México. Foi uma ótima viagem, fomos muito bem recebidos em todos esses países. E, aliás, um ano depois, acho que fomos a um país pequeno chamado Brasil, para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez a gente faça isso de novo”, afirmou o premiê.

A fala ocorreu enquanto Netanyahu destacava o que considera uma retomada das relações de Israel com países latino-americanos. Segundo ele, a aproximação com governos da região voltou a avançar após um período de afastamento.

“E agora preciso  dizer que algo notável está acontecendo na América Latina. Tudo está voltando. Tudo está voltando. A grande amizade, a grande simpatia, a profunda afinidade entre nossos povos. Uma amizade verdadeira”, declarou.

Relação com Bolsonaro

Netanyahu esteve no Brasil em dezembro de 2018 e participou da cerimônia de posse de Bolsonaro, em janeiro do ano seguinte. A visita marcou um momento de aproximação entre os dois governos, que manifestaram interesse em ampliar a cooperação bilateral em áreas como segurança, tecnologia e agricultura.

Naquele período, Bolsonaro também defendeu a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo uma iniciativa semelhante adotada pelos Estados Unidos. A mudança, porém, não foi concretizada durante seu governo.

A declaração de Netanyahu ocorre em meio a tensões entre o governo israelense e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em fevereiro de 2024, Lula comparou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto cometido por Hitler na Segunda Guerra Mundial. Em resposta, o governo de Israel declarou Lula persona non grata (pessoa não bem-vinda) no país. 

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Paralelamente, Netanyahu tem buscado estreitar os contatos com representantes da direita brasileira. Recentemente, ele telefonou para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o convidou a visitar Israel, segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

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