Ministro diz que Lula convenceu Flávio a "fazer o L" pelo fim da 6x1
José Guimarães lembra que senadores do PL nunca votaram a favor da matéria e que, se Flávio votar, será porque Lula o convenceu
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O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta quarta-feira (14/10) que espera ver o candidato Flávio Bolsonaro (PL) “fazer o L” ao votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. A matéria está sendo discutida neste momento no Plenário do Senado Federal.
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O PL pretende liberar a bancada na hora da votação. Nesta semana, Flávio recuou e anunciou que votará a favor da matéria após criticá-la durante sua campanha à Presidência. Em seus discursos, ele já chamou a iniciativa de “inoportuna” e “eleitoreira”, além de alertar para os riscos de gerar “desemprego em massa”.
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“O Lula convenceu ele (Flávio) a fazer o L, porque todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria. Mas eu estou aqui no Plenário para ver se ele vai fazer o L na hora do voto, porque tem que ver na hora do voto”, afirmou o ministro à imprensa.
O ministro avaliou que a PEC será aprovada com votos “de sobra” e que não se trata de uma pauta partidária, mas de uma vitória dos trabalhadores brasileiros. Ele também disse que as especificidades de categorias diferenciadas serão tratadas por meio de regulamentação, via projeto de lei complementar, assim como foi acordado quando a PEC foi votada na Câmara.
“Na hora que aprovar a PEC, evidentemente que vem a parte complementar. Essas questões todas serão elaboradas, decididas e votadas em lei complementar”, explicou. Sobre a promulgação, Guimarães não cravou uma data, mas disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará presente.
"Não tem compensação”
Ao ser questionado sobre a possibilidade de compensação para o setor empresarial, que alega grandes impactos com a mudança, Guimarães disse que não há possibilidade. “Nunca um governo deu tanto incentivo para a classe empresarial do que os governos do PT. Portanto, não tem compensação”, disse.
Ainda existe a possibilidade de a PEC da Segurança Pública ser votada também nesta quarta-feira. Guimarães demonstrou cautela com esse cenário e disse que “não é fácil” votar duas PECs no mesmo dia. “O presidente do Senado está conversando com os líderes, eles vão decidir mais tarde”, completou.
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Além da PEC do fim da escala 6x1 e da Segurança Pública, Guimarães disse que também há expectativa de que o projeto que altera o limite de faturamento do MEI seja votado na Câmara dos Deputados.