Lula lança carta aos evangélicos e diz que está vivo por intervenção divina
Presidente destaca que fim da escala 6x1 dará mais tempo para as famílias irem à igreja
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta quarta-feira (14/10) a "Carta para as Famílias Evangélicas Brasileiras". Candidato à reeleição, o petista pede apoio para conquistar o quarto mandato e declara ter chegado ao momento atual sob proteção divina, orientado por propósito e missão.
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No documento, Lula relaciona a Proposta de Emenda à Constituição que encerra a jornada de trabalho 6x1 com a rotina religiosa. A proposta entra em votação no Senado nesta quarta-feira. O texto defende que a garantia de dois dias de descanso permite mais tempo para comunhão nos templos e adoração.
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O presidente também aborda a proibição das apostas online, conhecidas como bets, apontando que essas plataformas destroem lares. O combate a todas as formas de violência e o enfrentamento ao crime organizado integram as prioridades descritas na mensagem.
Ações de campanha e diálogo religioso
A 12 dias do segundo turno da eleição, a equipe presidencial apresentou o canal de WhatsApp "Cristãos com Lula 13". A ferramenta busca ampliar frentes de diálogo com diferentes segmentos religiosos cristãos em território nacional.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que é católico, e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, evangélico, divulgaram vídeo nas redes sociais nessa terça-feira (13). Na gravação, pedem que a população acompanhe pelo canal os compromissos com crianças, adolescentes e famílias.
A estratégia inclui a caravana "Cristãos pela Democracia", com início previsto para esta quarta-feira, 14. A iniciativa prevê a realização de atos públicos em defesa da família, da esperança, do trabalho e da segurança em várias regiões do país.
Menções à família e referências pessoais
O documento cita 13 vezes o termo família e reúne diversas expressões religiosas. Lula recorda sua mãe, Dona Lindu, responsável por criar oito filhos com dificuldades, e afirma que não teria saído vivo de suas batalhas sem a intervenção divina.
Lula declarou: "não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé". O presidente sustentou que seu projeto político não compactua com medidas contrárias à vida nem com o fechamento de igrejas.
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Sem citar nominalmente o adversário na eleição, o senador Flávio Bolsonaro, Lula encerra a mensagem convidando o eleitorado evangélico a pedir discernimento a Deus na escolha do voto.