'El Salvador é pouco': Flávio Bolsonaro promete radicalismo na segurança
Aumento de pena para roubos de celulares, castração química para abusadores e ampliação de presídios são algumas das propostas do candidato do PL
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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu radicalismo na condução da segurança pública citando o modelo do presidente de El Salvador, Naiyb Bukele, como “pouco”. No dia 25 de outubro, ele disputa o segundo turno contra Lula (PT).
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“Aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública não viram nada ainda”, disse Flávio, durante evento em São Paulo nesta terça-feira (13/10). Ele disse que já está “trocando uma ideia” com o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que foi secretário estadual de segurança pública no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A gestão de Derrite foi marcada por aumento de mais de 80% nos índices de mortes por ação policial, com redução no número de homicídios de 2.605 para 2.438 e de latrocínios de 163 para 129. Ex-policial da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), ele já disse que foi “convidado a se retirar” da unidade por excesso de mortes.
“Eu estou achando que El Salvador é pouco. Vamos fazer mais de meio milhão de vagas em presídios. Estuprador e abusador de mulher e criança vai sofrer castração química e ficar preso por muito mais tempo”, disse Flávio, que defendeu mínimo de 8 anos de cadeia para “ladrões de celular”.
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El Salvador
O “modelo Bukele” virou referência de combate ao crime entre políticos da extrema direita, particularmente na América Latina. Após assumir El Salvador em 2019, intensificou o combate às gangues e o encarceramento em massa. Hoje, cerca de 1,9% da população do país está presa.
El Salvador tinha uma das maiores taxas de homicídio do mundo, com 106,3 mortes a cada 100 mil pessoas em 2015. Bukele assumiu em 2019, quando o número já havia reduzido drasticamente para 38 a cada 100 mil, mas baixou ainda mais para 1,3 mortes a cada 100 mil pessoas no último ano.
A política enfrenta críticas de violações de direitos humanos por impor medidas como prisões sem mandados ou provas. Desde 2022, o país vive em estado de exceção, imposto para permitir certas medidas sob justificativa do combate ao crime organizado.
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O enfrentamento é fortemente apoiado pela população salvadorenha, que reelegeu Bukele em primeiro turno com 85% dos votos em 2024.