Lula pode ganhar no 1º turno? Entenda o cenário eleitoral
Veja os cenários e os números que podem levar a uma vitória logo na primeira fase da disputa
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Com a proximidade das eleições presidenciais de 2026, cresce a especulação sobre a possibilidade de o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o candidato Flávio Bolsonaro (PL), garantir a eleição já no primeiro turno, neste domingo (4/10). Para que isso aconteça, um candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, um cenário que exige uma performance expressiva nas urnas.
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Mas o que, na prática, significa ter mais da metade dos votos válidos? É preciso obter 50% dos votos mais um, tendo em vista apenas os votos válidos, ou seja, os votos brancos e nulos da contagem final são desconsiderados.
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Como é feito o cálculo para a vitória?
O cálculo para definir se haverá ou não um segundo turno considera apenas os votos nominais, ou seja, aqueles dados diretamente a um dos candidatos. Votos em branco e nulos são registrados para fins estatísticos, mas não entram na soma que define o vencedor.
Imagine um cenário com 100 milhões de votos totais. Se 10 milhões forem brancos ou nulos, a base de cálculo para a vitória passa a ser de 90 milhões de votos válidos. Nesse caso, para vencer no primeiro turno, um candidato precisaria de, no mínimo, 45 milhões de votos mais um.
Dessa forma, a estratégia da campanha dos dois candidatos melhores colocados nas pesquisas buscam não apenas em conquistar novos eleitores, mas também em convencer os indecisos e estimular o chamado "voto útil". Esse movimento busca atrair eleitores de outros candidatos com menor chance de vitória.
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Para que a eleição seja definida no dia 4 de outubro, o desempenho de Lula ou de Flávio Bolsonaro precisa superar a soma dos votos de todos os seus adversários. Quem alcançar 50% mais um dos votos válidos, o resultado é proclamado e não haverá segundo turno, que está previsto para o último domingo do mês (25/10).