ELEIÇÕES 2026

Por apoio a Flávio, Marçal pede desistência de Caiado, Zema e Cury

Em transmissão ao vivo do candidato do PL, empresário apela a três presidenciáveis da direita para que abram mão das candidaturas a três dias do primeiro turno

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A três dias do primeiro turno, o empresário Pablo Marçal usou a live de Flávio Bolsonaro (PL), na noite dessa quinta-feira (1º/10), para pedir que três adversários do senador no campo da direita desistam da disputa pela Presidência e passem a apoiá-lo: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O argumento de Marçal é que a unificação dos votos nesse campo impediria a vitória sobre Lula (PT) já no domingo (4/10).

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O primeiro a ser citado foi Cury. Marçal disse ter amizade com o psiquiatra e escritor, mas avaliou que ele deveria ter paciência e concorrer em outras eleições, porque haveria, nas palavras do empresário, "um inimigo maior" a ser enfrentado agora. Em seguida, dirigiu-se ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmando que ele ainda teria tempo de se tornar o melhor ministro da Segurança Pública da história. A menção ao cargo foi uma sugestão do próprio Marçal, sem chancela pública de Flávio sobre eventual composição de governo.

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O apelo a Zema, que governou Minas Gerais de 2019 até deixar o cargo para disputar a Presidência, foi o mais direto. Marçal disse que a candidatura do mineiro não ganhou tração e o convidou a caminhar ao lado de Flávio.

Marçal se aproximou formalmente da campanha bolsonarista nos últimos dias. Ele deixou o partido e passou a defender que os candidatos da direita se unam em torno do senador ainda no primeiro turno. A estratégia coincide com o discurso do próprio Flávio na mesma live, em que pediu o "voto inteligente" e afirmou ser o único capaz de derrotar Lula sem segundo turno.

A transmissão ocorreu depois de Flávio desistir do debate da TV Globo, marcado para a mesma noite. A emissora cancelou o encontro após decisões judiciais que mudaram as regras do programa, entre elas a liminar da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a manutenção do púlpito vazio reservado a Lula, ausente por decisão própria.

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Os três presidenciáveis citados por Marçal seguem na disputa. Depois do cancelamento, Caiado, Zema e Cury falaram à imprensa e criticaram tanto as ausências de Lula e Flávio quanto as circunstâncias que levaram à suspensão do debate. Caiado estava no estúdio da Globo no momento do cancelamento e acusou a Justiça de destruir o processo eleitoral.

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