O governador Mateus Simões (PSD) anunciou, nesta terça-feira (29/9), um patrocínio de R$ 32 milhões para os três clubes de futebol de Belo Horizonte: Atlético, Cruzeiro e América. Segundo o chefe do Executivo estadual, o aporte é um auxílio para as agremiações após a proibição das empresas de apostas de quota fixa, as bets, por parte do governo federal.
A Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vão ser as patrocinadoras. Serão destinados R$ 15 milhões para o Galo; R$ 15 milhões para a Raposa; e R$ 2 milhões ao Coelho.
Estiveram presentes: Renato Salvador, acionista do Atlético; Pedro Lourenço, dono do Cruzeiro; e Marcus Salum, coordenador do grupo de gestão do América.
Segundo o governador, esse valor representa um terço do montante recebido pelos clubes nos patrocínios com as bets.
Ele ainda disse que o governo pretende conversar com o Athletic, de São João del-Rei, e o Uberlândia, times mineiros que também recebem patrocínios de bets.
Simões explicou que o auxílio será anual e os valores devem ser repassados aos clubes imediatamente para que não sejam prejudicados pela medida provisória do governo federal, que proibiu as empresas de apostas no país.
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O governador lembrou que, em agosto, proibiu a veiculação de publicidade, propaganda, promoção comercial e patrocínio das bets, em bens públicos estaduais e eventos promovidos ou apoiados pelo estado, por meio do Decreto nº 49.279. Ele reforçou que Minas é contra as bets, empresas que causam prejuízos financeiros e para a saúde das pessoas, mas que não se pode deixar os clubes desamparados.
E também reforçou que o governo do estado está dando o primeiro passo e convocou as empresas de Minas a também patrocinarem os times do estado.
Medida provisória
Na sexta-feira (25/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória proibindo a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets e jogos on-line no Brasil. Nessa segunda-feira (28/9), a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória.
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As entidades pedem ao ministro Luiz Fux, relator de três ações que discutem a regulamentação do setor, a suspensão imediata dos efeitos da MP.
