A ex-vereadora Veronica Costa tentou despistar as buscas da Polícia Civil do Rio de Janeiro trocando os números de seus telefones celulares durante o período em que esteve foragida. A cantora, conhecida como Mãe Loira do Funk, acabou localizada na Região Serrana fluminense, afirmando que não é "bandida ou marginal" ao receber voz de prisão.

Investigadores da Polinter monitoraram os passos da ex-parlamentar desde que ela deixou a capital e identificaram sua passagem por dois sítios diferentes no distrito de Araras, em Petrópolis. No primeiro imóvel revistado, os agentes acharam somente embalagens vazias de aparelhos iPhone.

As buscas continuaram até o segundo endereço, onde Veronica foi flagrada de posse dos novos telefones, já habilitados com chips diferentes para tentar burlar o rastreamento policial.

Quem mais foi detido na operação?

Além de Veronica, os agentes prenderam três parentes que estavam no mesmo imóvel e também tinham condenações pela mesma acusação: Bruno Chaves Ribeiro, Tatiane Chaves Ribeiro e Bruno Marcelo Bahia.

O padrasto da ex-vereadora, Sebastião de Oliveira Evangelista, não foi encontrado na ação e permanece na condição de foragido.

O que a defesa alega para anular a condenação?

A advogada Maíra Fernandes, que assumiu a representação de Veronica, acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com um pedido de revisão criminal. A defensora sustenta que o julgamento desconsiderou documentos antigos que contextualizam o relacionamento do casal.

Entre as peças citadas está um registro policial de 2010, em que a ex-parlamentar relatava sofrer violência psicológica, agressões físicas e ameaças do então marido, que teria inclusive praticado roleta-russa contra a cabeça dela com uma arma de fogo.

O advogado Leandro Bessa, que atua em nome de Márcio Costa, contestou o pedido e destacou que a ação penal tramitou por mais de uma década, passando pelo esgotamento de todos os recursos judiciais disponíveis.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Para o representante da vítima, a sentença final teve base sólida e comprovou que o homem acabou submetido a um ritual de tortura executado com requintes de crueldade.

compartilhe