A 13 dias do primeiro turno das eleições para eleger o próximo governador de Minas Gerais, marcado para 4 de outubro, e a 34 dias de um segundo turno de votação, em 25 de outubro, caso necessário, os candidatos ao Palácio Tiradentes encaram os últimos dias de campanha e traçam estratégias para tentar garantir presença na segunda etapa das eleições de 2026 ou, se possível, vencer ainda na primeira.
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É o caso do senador Cleitinho (Republicanos), que se consolida, desde as primeiras pesquisas de intenção de voto, na liderança da corrida. Última pesquisa Datafolha, divulgada em 11 de setembro, mostra o republicano com 37% das intenções de voto, enquanto os ex-prefeitos de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) têm 13% e 11%, respectivamente, e disputam a segunda colocação. Ao considerar a margem de erro de 3 pontos percentuais, ambos estão em empate técnico.
Em sabatina com o Estado de Minas, Cleitinho comentou sobre a liderança. “Acho que aonde eu cheguei aqui, aonde que um cara como eu ia virar vereador, depois deputado, senador e liderando pesquisas para o governo. Então, eu só tenho que retribuir. Tá ótimo, não quero nada, não quero privilégio não, quero dar privilégio é para o povo”, afirmou.
Em segundo lugar nas pesquisas, ao lado de Kalil, Patrus Ananias afirmou à reportagem por meio de sua assessoria de imprensa que, para garantir a vaga no segundo turno, vai “seguir mostrando as nossas propostas, a nossa história”, e que seu nome “é o mais preparado para governar Minas Gerais”.
Alexandre Kalil afirmou que é o único candidato que tem condições de enfrentar a extrema-direita, quando questionado sobre suas estratégias para chegar ao segundo turno. “Quem tem coragem para enfrentar a extrema-direita, representada pelo candidato que lidera, sou eu”, argumentou em coletiva de imprensa, durante agenda de campanha na comunidade Dandara, em Belo Horizonte, no último sábado.
Presença em debates
Conforme a mesma pesquisa, o atual governador Mateus Simões (PSD), o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) e o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe (PL) empatam com 4% das intenções de voto em um primeiro turno simulado. Os três foram os únicos candidatos a participar do debate promovido pela TV Alterosa/Estado de Minas/Portal Uai, também na sexta-feira.
Ao EM, Simões lamentou a ausência dos líderes nas pesquisas e apontou a relação com os prefeitos como parte central da estratégia para chegar ao segundo turno. Segundo ele, os prefeitos são hoje “o maior ativo que o governo do Estado tem” e conhecem a diferença entre trabalhar com uma gestão que, em sua avaliação, se preocupa com a prestação dos serviços nos municípios.
“Os prefeitos sabem exatamente como foi a diferença trabalhar do lado de um governo que se preocupa em como é que o prefeito vai prestar o serviço lá na ponta. Porque quem presta serviço de saúde em Minas é o prefeito, o governo financia”, afirmou. Simões disse ainda que a manutenção desse apoio está relacionada à continuidade dos repasses estaduais aos municípios e citou como exemplo a declaração de Cleitinho sobre a possibilidade de cortar recursos destinados às prefeituras, com proposta de mudança na cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
A estratégia para Gabriel Azevedo, por outro lado, será “não fugir” dos debates e das sabatinas. Ao EM, o candidato disse que pretende usar os próximos três encontros já agendados para apresentar propostas e mostrar sua experiência na administração pública. “E eu vou estar lá porque eu tenho o que mostrar”, afirmou. Na visão dele, a participação nos debates é uma forma de apresentar diretamente ao eleitor suas propostas para áreas como educação e segurança.
Gabriel também criticou a ausência de Cleitinho, Patrus e Kalil em debates. Ele afirmou que o caso de Patrus seria o mais grave, por não ter participado de nenhum dos encontros. Na avaliação de Gabriel, os candidatos deveriam estar nos debates para responder aos questionamentos e apresentar suas propostas.
Aposta em reviravolta
O candidato Flávio Roscoe está otimista na reta final. Na visão dele, “o jogo eleitoral só está começando”, uma vez que há um histórico em Minas Gerais de grandes reviravoltas nos últimos dias pré-votação. Com isso, sua estratégia é “crescer mais seis ou sete pontos percentuais” para garantir a segunda etapa. “A gente vai crescer muito nessa reta final, que é quando metade dos eleitores tomam decisão, e vários que tomaram ainda podem mudar”, argumentou.
O candidato citou eleições passadas em que os favoritos não venceram a corrida, como Mauro Tramonte (Republicanos) nas eleições pela capital mineira em 2024, ou o ex-governador Fernando Pimentel (PT) quando tentou reeleição em 2018. “Ainda faltam mais de 15 dias para o fim do processo e tenho certeza que o eleitor vai começar a tomar uma decisão consciente a partir de agora”, afirmou, na última sexta, após o debate na TV Alterosa.
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Ainda segundo o levantamento Datafolha, o Professor Túlio Lopes (PCB) conquistou 3% das intenções e os candidatos Rafael Duda (PSTU). Ben Mendes (Missão) e Henrique Áreas (PCO) chegaram, cada um, a 1% das intenções. A candidata Indira Xavier (UP) não pontuou teve 0% das sinalizações. Na pesquisa, 11% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 10% deles ainda estavam indecisos.
