O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) disse nesta quarta-feira (16/9) que “falta Minas Gerais se indignar com tudo o que está acontecendo” e cobrou maior protagonismo político do estado na relação com o governo federal.
Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, o ex-prefeito de Belo Horizonte criticou a infraestrutura mineira, questionou dados apresentados pelo governo estadual na área da saúde e defendeu o diálogo com a Presidência da República independentemente de divergências políticas.
“Falta briga. Falta Minas Gerais se indignar com tudo o que está acontecendo. Entendeu? Se não se indignar com tudo o que está acontecendo, se não tiver liderança...”, declarou Kalil. A fala ocorreu ao ser questionado sobre o que mudou desde 2022, quando também disputou o governo de Minas. Para o pedetista, os problemas que apontava há quatro anos permanecem.
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Kalil afirmou que já alertava para as dificuldades enfrentadas pelo estado e criticou a maneira como resultados da atual gestão são apresentados à população. “A verdade caminha muito devagar. E a mentira é muito rápida. Ela dissemina muito rápido”, disse.
Kalil questionou, por exemplo, os números apresentados na propaganda eleitoral do governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, sobre a realização de cirurgias eletivas e a implantação de centros de hemodiálise. “Nós fizemos um milhão de eletivas’. Mentira, ninguém sabe o número nem da fila de eletiva em Minas Gerais. É dado secreto”, disparou, sem citá-lo diretamente.
O candidato também comparou a capacidade de investimento de Minas à de outros estados. “Você chega no Triângulo Mineiro, a saída para o Mato Grosso é pista dupla. Saída para Goiás é pista dupla. Saída para São Paulo é pista dupla. Para vir para o centro de Minas Gerais é pista simples.”
Diálogo com Brasília
Ao tratar da relação entre Minas e o governo federal, Kalil destacou que divergências políticas não podem impedir o diálogo institucional. O candidato lembrou sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte e citou a articulação feita para viabilizar a abertura de um hospital na capital.
“Como é que nós abrimos um hospital em Belo Horizonte? O Fernando Pimentel não conversava com o Michel Temer. Eu era o prefeito de Belo Horizonte, precisava abrir um hospital que estava fechado há oito anos. Eu transpassei o governador e fui direto ao presidente da República. E abri o hospital”, resgatou.
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Para Kalil, o governo mineiro precisa manter interlocução com a União para buscar recursos e investimentos. “Como é que nós vamos governar sem conversar onde está o dinheiro? [...] Nós não temos máquina de imprimir dinheiro. A Casa da Moeda está lá. E o dinheiro está indo para algum lugar”, disse.
