O ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) afirmou nesta quarta-feira (16/9) que o estado se transformou no "pobre soberbo" ao enfrentar dificuldades financeiras e, ao mesmo tempo, manter uma relação de confronto com o governo federal. Terceiro convidado da série de sabatinas do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, o pedetista apontou a dívida estadual como o principal problema a ser enfrentado pelo próximo governador e defendeu uma negociação com a União.

"O Estado de Minas Gerais não tem dinheiro para nada. Está quebrado, literalmente quebrado", disparou Kalil. Segundo o candidato, a situação financeira limita a capacidade de investimento do governo estadual e tem reflexos em áreas como saúde, educação e segurança pública.

Kalil também relacionou a perda de protagonismo político de Minas ao laço frágil entre o governo estadual e a Presidência da República. Na avaliação do ex-prefeito, a falta de diálogo dificulta o acesso do estado aos ministérios e a recursos federais.

"Temos um estado que é brigado com o presidente da República. Então não temos acesso ao presidente da República. Não temos acesso ao Ministério da Saúde, das Cidades, dos Transportes. Não temos acesso a nada", criticou.

Dívida de Minas

Ao ser questionado sobre o principal problema de Minas, Kalil colocou a dívida estadual no centro de sua resposta e defendeu uma nova negociação com o governo federal. O candidato criticou as condições estabelecidas pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e disse que o modelo comprometerá a capacidade de investimento do estado.

Kalil argumentou que não se trata de renegociar a dívida, mas de estabelecer uma negociação que, segundo ele, ainda não ocorreu de maneira efetiva. Para o candidato, o comprometimento das receitas estaduais com o pagamento da dívida acaba atingindo outras políticas públicas. "Esse sendo o maior problema de Minas Gerais, se transforma num problema de saúde, de educação, de segurança pública. Porque é tudo dinheiro", acrescentou.

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O pedetista disse ainda que o Propag pode transformar Minas em um estado dedicado basicamente ao custeio da máquina pública. "O Propag vai tornar Minas Gerais um estado RH, de pagar folha de pagamento", declarou.

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