O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado desonesto por 49% da população, segundo novos dados da pesquisa Quaest divulgados nesta quarta-feira pelo jornal O Globo. O percentual é superior aos 42% que afirmam o mesmo sobre o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O levantamento mostra que Lula é visto como honesto por 28% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro tem a mesma percepção para 23%. A margem de erro da pesquisa, contratada pelo O Globo e pela TV Globo, é de dois pontos percentuais.
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Para outros presidenciáveis testados, como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo), a maioria dos eleitores declarou não os conhecer o suficiente para opinar. No caso de Renan Santos (Missão), essa taxa chegou a 86%.
A pesquisa ocorre em um momento de investigações que envolvem pessoas próximas ao chefe do Executivo e o próprio filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Investigações em andamento
A gestão petista enfrenta pressão devido à investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A Polícia Federal (PF) apura um suposto tráfico de influência do filho do presidente no governo federal, em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele nega as irregularidades.
A suspeita é que Lulinha tenha atuado para facilitar o acesso da amiga e lobista Roberta Luchsinger ao governo. Ela buscava negócios no Executivo e era próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso por desvio de recursos de aposentadorias.
Já Flávio Bolsonaro é investigado no STF no caso "Dark horse". O inquérito apura o financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mensagens obtidas pela PF indicam que o filme foi feito a pedido do senador. Há suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O senador nega irregularidades e afirma que os recursos do filme foram privados.
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Posição nos segmentos
A percepção de que Lula é desonesto é mais alta no Sudeste (61%) e menor no Nordeste (32%). Essa avaliação diminui com a idade: 55% na faixa de 16 a 34 anos e 40% entre idosos. Também é mais comum entre eleitores com ensino médio (59%) e superior (58%) e entre evangélicos (59%).
No caso de Flávio, a avaliação de que é desonesto é maior no Nordeste (55%) e menor no Centro-Oeste e Norte (32%). A percepção é mais presente entre católicos (45%) do que entre evangélicos (33%). Entre o eleitorado independente, 55% classificam Lula como desonesto, enquanto 41% dizem o mesmo sobre Flávio.
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A Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre 10 e 13 de setembro. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-03607/2026 e tem um índice de confiança de 95%.
