O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição em Minas Gerais, defendeu nesta terça-feira (15/9) que o combate à violência contra a mulher envolva, além da atuação das forças de segurança, políticas de independência financeira e educação.
Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, Simões disse que é preciso criar uma cultura de intolerância às diferentes formas de agressão contra mulheres.
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Ao apresentar suas propostas para a área, Simões afirmou que o problema não se restringe ao feminicídio e à violência física. O governador citou agressões psicológicas, morais e financeiras e argumentou que parte desses casos ocorre dentro de casa e, por isso, não chega ao conhecimento das forças de segurança. "O marido não pode gritar com a mulher, não pode puxar uma mulher pelo braço, muito menos encostar a mão numa mulher" ponderou.
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Simões declarou que, além da Patrulha Maria da Penha e das delegacias especializadas, considera necessário um esforço que envolva diferentes setores da sociedade para impedir a normalização de comportamentos violentos.
"Essas violências todas, se a gente não tiver um esforço, que não são a física, se não tiver um esforço social, a polícia nunca perceberá que ela existe, porque essa violência acontece no ambiente fechado da casa, do núcleo familiar e do convívio social", ressaltou.
"Tenho falado sobre isso com bispos, com os bispos católicos, com os pastores das igrejas evangélicas, tenho falado isso nas escolas, nas universidades. A gente tem que criar uma lógica de uma teia de intolerância com a agressão psicológica, moral à mulher pelo companheiro, pelo filho, pelo pai, por quem quer que seja", complementou.
Independência financeira
Simões também relacionou o enfrentamento à violência doméstica à autonomia financeira das mulheres. O governador relatou que seus projetos de geração de renda têm foco nesse público e disse que pretende reforçar essa diretriz em um eventual novo mandato.
Segundo ele, a dependência econômica pode fazer com que mulheres permaneçam em relações abusivas por receio de não conseguirem sustentar a si próprias ou aos filhos.
"A mulher que consegue pagar as suas contas está menos suscetível à violência, porque ela se liberta psicologicamente de uma marca que é dada para ela, para dizer: 'Você não dá conta'", acrescentou.
Educação
O governador também apontou a educação como uma das frentes para modificar comportamentos que, segundo ele, foram normalizados ao longo de gerações. Durante a entrevista, Simões relatou ter sido abordado no Sul de Minas pela mãe de uma menina de 11 anos que queria saber o que ele faria para reduzir o feminicídio.
“Confesso que doeu meu coração no primeiro momento de saber que uma criança de 11 anos está preocupada com isso. Por outro lado, isso significa que esse tema já faz parte da criação dessa menina", disse.
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Para Simões, abordar o tema desde a infância pode contribuir para que novas gerações não naturalizem comportamentos violentos.
