Os jornalistas Malu Gaspar e Octávio Guedes protagonizaram um desentendimento nesta sexta-feira (11/9), durante o programa "Estúdio i", da "GloboNews", enquanto analisavam a retirada, parcial, do sigilo de documentos relacionados ao caso Banco Master, determinada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e encaminhada ao ministro André Mendonça.

Durante a discussão sobre o material disponibilizado aos ministros, Octávio comentava o cenário quando Malu questionou: "Eu queria entender que tipo de documento o Otávio ainda acha que precisa vir à tona."

O jornalista rebateu a colocação e afirmou que apenas relatava o que havia ouvido de ministros da Corte. "Malu, não sou eu não. Desculpa. Assim não. Eu não sou ministro, não estarei lá na terça-feira (15/9). Então não sou que estou advogando nada. [..] Eu tô aqui de repórter, ouvindo e trazendo informação. Não estou advogando para ninguém. Os ministros alegam que para tomarem uma decisão, eles precisam ter conhecimento do todo e não da parte."

Moraes diz que Mendonça fez retirada seletiva

O episódio ocorreu em meio a novos desdobramentos sobre a divulgação dos documentos. Alexandre de Moraes afirmou ao presidente do STF, Edson Fachin, que André Mendonça não cumpriu integralmente o pedido feito para a retirada do sigilo do caso Banco Master. Segundo Moraes, o relator da investigação fez uma "escolha seletiva".

"Ao cumprir parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs 16.704 e 16.662, selecionou subjetivamente o levantamento do sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente", disse.

No ofício enviado a Fachin, Moraes apresentou uma lista de casos e afirmou que o relator deixou de apresentar 180 documentos. 

Mendonça levantou o sigilo de parte dos processos relacionados ao caso Master em resposta a um pedido feito pelo presidente da Corte na quinta-feira (10/9). O despacho inclui a petição que é a base da investigação no Supremo e procedimentos derivados dela. 

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Fachin estabeleceu como exceção apenas o material que diga "respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida". Na prática, trata-se de informações cujo sigilo ainda é necessário para não comprometer o andamento das próximas etapas do caso.

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