Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico nos dois turnos, aponta pesquisa
Pesquisa BTG/Nexus mostra que o presidente perdeu fôlego após uma semana de crise no STF e do Caso Banco Master. A menos de duas semanas da eleição, os dois principais candidatos estão empatados nos dois cenários
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A menos de duas semanas do primeiro turno, a disputa pela Presidência da República segue empatada. A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (21/9), mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 37% no cenário estimulado de primeiro turno. A diferença de 3 pontos percentuais está dentro do que o instituto considera empate técnico: com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, qualquer distância de até 4 pontos entra nessa faixa.
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Na semana anterior, Lula tinha 42% e Flávio, 37%. O presidente oscilou negativamente dentro da margem de erro, e a vantagem recuou de 5 para 3 pontos. Augusto Cury manteve 6%, Ronaldo Caiado tem 5%, Renan Santos foi de 2% para 3% e Romeu Zema segue com 1%. Em votos válidos, Lula teria 43%, o que aponta para segundo turno.
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Diferença de 1 ponto no 2º turno
Na simulação de segundo turno, o empate se repete. Lula tem 46% e Flávio, 45%, com ambos oscilando 1 ponto para baixo em relação à semana passada. Pela segunda semana seguida, a distância entre os dois é de apenas 1 ponto. Brancos e nulos somam 7%, e os indecisos, 1%.
Em confrontos hipotéticos de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de Zema (47% a 41%), de Renan Santos (47% a 39%) e de Cury (44% a 43%), e empatado com Caiado, com 45% para cada.
Os limites calculados pelo instituto mostram como o cenário é aberto. Considerando a parcela que admite mudar de voto e sua segunda opção, Lula variaria entre 44% e 47% no segundo turno, e Flávio, entre 43% e 46%. O teto de Flávio, portanto, é maior que o piso de Lula, o que abre a possibilidade de alternância na liderança. Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o resultado é "absolutamente imprevisível até aqui".
O eleitorado, porém, está cristalizado: 91% dizem que não vão mais mudar de voto no segundo turno, incluindo 94% dos eleitores de Lula e 93% dos de Flávio. Entre os 7% que podem mudar, 61% migrariam para branco ou nulo e 13% iriam para cada um dos dois candidatos. No primeiro turno, 84% dos eleitores já têm a decisão tomada.
Crise desgasta os dois
A semana de noticiário intenso sobre o STF e o Caso Banco Master parece ter desgastado levemente os dois principais nomes. O potencial de voto de Lula foi de 50% para 49%, e o de Flávio, de 48% para 47%. A rejeição do presidente subiu de 48% para 49%, enquanto a do senador permanece em 50% há quatro semanas.
O governo, que esperava um impulso com o anúncio do reajuste do Bolsa Família, teve nova queda: a soma de ótimo e bom recuou de 37% para 35%, e a de ruim e péssimo subiu de 44% para 46%. A aprovação foi de 47% para 46%, e a desaprovação, de 49% para 50%. A percepção sobre a economia também pesa: 54% a consideram ruim ou péssima, o maior nível da série, mas 41% acreditam em melhora nos próximos seis meses, também o maior patamar. Segurança (32%) e saúde (28%) seguem como principais problemas do país.
Expectativa favorece o presidente
Apesar do placar apertado, 54% dos eleitores apostam na reeleição de Lula, independentemente do voto, contra 36% que acreditam na vitória de Flávio. A confiança é maior entre lulistas (94%) do que entre bolsonaristas (81%).
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A Nexus entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00485/2026.