Cury defende que reajuste de 15% no Bolsa Família deveria ser o dobro
Candidato à Presidência também defendeu período de transição para beneficiários que entrarem no mercado de trabalho
compartilhe
O candidato à presidência da República Augusto Cury (Avante) comentou sobre o reajuste de 15,04% no Bolsa Família decretado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante agenda de campanha na Vila Leopoldina, em São Paulo, neste sábado (19/9). Na visão do candidato, o aumento deveria ter sido "de 30% ou mais".
Fique por dentro das notícias que importam para você!
O anúncio prevê que o patamar mínimo, que era mantido em R$ 600 desde o final do governo de Jair Bolsonaro, em 2022, chegará a R$ 691. A argumentação do governo é que se trata de um reajuste pela inflação na atual formatação do programa, em vigor desde 2023.
Leia Mais
Para o candidato do Avante, o aumento deveria ser maior "diante do impacto do custo de vida sobre as famílias de menor renda". Ele também propôs a manutenção temporária do benefício para pessoas que consigam emprego com carteira assinada ou se formalizem como microempreendedores individuais. A ideia, segundo Cury, é criar um período de transição para que os beneficiários do programa possam entrar no mercado formal sem perder imediatamente a renda do auxílio.
- Augusto Cury defende impeachment de ministros e "novo STF" com 9 vagas
- Augusto Cury rebate Renan Santos: ‘Nem faculdade tem’
A medida foi criticada pelo também candidato Flávio Bolsonaro (PL), que considerou que o presidente da República aumentou o valor do Bolsa Família em um "ato de desespero" para tentar obter votos. Na visão dele, Lula "só pensa nele" e tenta "comprar o voto dos mais pobres".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Mesmo o anúncio tendo ocorrido a menos de três semanas das eleições, o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que o reajuste não fere a lei eleitoral. No entendimento do ministro Gilmar Mendes, a medida não cria benefício adicional e nem amplia o número de beneficiários, além de ser equivalente à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.