JUDICIÁRIO
Moraes diz que Mendonça "protege" determinado grupo político
Magistrado afirma que não cabe ao colega de plenário decidir quais documentos serão acessíveis aos demais ministros para subsidiar sessão da próxima terça-feira
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11/09/2026 19:54
- atualizado em 11/09/2026 19:58
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Em ofício enviado a Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o colega de Corte, André Mendonça, atua para "proteger determinado grupo político". O documento foi enviado após Mendonça, relator do caso Master, afirmar que estava divulgando todos os documentos relacionados ao caso.
No entanto, Moraes anexou prints da página de acompanhamento processual em que aparece a mensagem informando que o processo "possui peças sigilosas não visíveis". O texto solicita a Fachin que determine o levantamento integral do sigilo.
"O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", escreveu Moraes.
O ministro ainda ressalta que não cabe a Mendonça selecionar quais trechos do inquérito serão disponibilizados ao plenário para julgamento da sessão de terça-feira (15), onde o colegiado avaliará se abre ou não investigação contra Moraes. "Não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento", ressalta.
Moraes ainda afirma que a ocultação de trechos da investigação pode resultar em violação do devido processo legal. "Reitero ao Excelentíssimo Presidente a necessidade de acesso integral, sob pena de grave ferimento ao princípio do devido processo legal, com a supressão ao Colegiado do conhecimento de 18 PETs e de 180 documentos existentes nas demais 13 PETs", concluiu o ministro.
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