Gabriel Azevedo promete 'não repetir Pimentel' no reajuste do funcionalismo
"Não prometo o que eu não cumpro", disse o emedebista, ao conter expectativa sobre aumentos no serviço público
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Tema sensível nas últimas gestões do governo de Minas Gerais, a relação com o funcionalismo público precisa ser um ponto de atenção para quem assumir o estado no próximo ano. Para o candidato Gabriel Azevedo (MDB), o plano começa por "não repetir" o governo de Fernando Pimentel (PT).
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Na sabatina do Estado de Minas com o Portal Uai e a TV Alterosa, ele garantiu responsabilidade para tratar do tema: "Todas as vezes que eu sento com os servidores: 'E o reajuste? E o reajuste?'. Não prometo o que eu não cumpro. Tem teto, tem responsabilidade."
Gabriel disse que pretende "diminuir o desperdício" do orçamento estadual para valorizar os servidores "dentro do que for possível".
"Somos um povo com mais de 20 milhões de pessoas e uma folha de pagamento de 700 mil pessoas. Pensionistas, aposentados, professores, policiais tem que ter uma valorização. Mas tem que ter um diálogo com todo mundo com muita responsabilidade e transparência", afirmou.
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Pimentel
Questionado sobre a possibilidade de recomposição salarial de acordo com a inflação, Gabriel respondeu que o plano significa "não repetir o Fernando Pimentel". "Eu lembro o que aconteceu em 2014. Fernando Pimentel foi eleito com muitas promessas de que trataria o professor como o governo anterior não tratava. Qual foi o resultado? Ao prometer de maneira vã, aumentar sem fechar as contas. Minha mãe é a professora aposentada. Eu vejo o contracheque. Já recebi em três vezes no mês. Isso não vai acontecer."
"O inferno para o servidor público começa na hora em que ele deposita o voto em quem está prometendo que não vai cumprir. A nossa promessa é de valorização salarial dentro do que for possível com as contas fechando. Porque senão eu destrambelho as contas públicas mineiras e retrocedo ao momento do trágico governo do Fernando Pimentel", seguiu.
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Gabriel concluiu dizendo que guarda como uma "medalha" um recorte do "Diário Oficial", de 3 de janeiro de 2015, quando foi exonerado no início do governo Pimentel. Ele era subsecretário de Juventude na gestão anterior, de Antonio Anastasia (então no PSDB).