Garotinho diz que não divulgou vídeo de autoridades por causa de Michelle
Candidato minimiza prisões, que chama de 'equívocos', e propõe 'Bope 2.0' e super barcas para ligar Rio a Niterói; veja os principais pontos
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Durante sabatina para "O Globo", "Extra", "Valor" e "CBN", o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) falou sobre o suposto vídeo da "noite das astronautas", uma festa com autoridades e mulheres usando apenas capacetes. Na entrevista, garotinho destacou que não divulgou o material por causa de Michelle Bolsonaro (PL). Segundo ele, a ex-primeira-dama fez "uso indevido" da história ao insinuar a presença de Flávio Bolsonaro, que não estaria nas imagens.
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"Ela falou coisas, insinuou coisas que havia no vídeo, que não havia. Eu só vou dizer o seguinte: nos 12 minutos de gravação que eu tenho, não aparece o meu Flávio Bolsonaro."
Ele também disse que, diante da presença de certas autoridades no vídeo, preferia evitar novos conflitos. Para ele, não haveria "utilidade" divulgar o vídeo em meio à campanha ao governo. "Nesse evento em Porto Seguro estavam lá pelados ministros do Supremo, deputados federais, senadores, um monte de mulher de capacete. Você acha que eu quero brigar com o Supremo Tribunal Federal (STF) numa hora dessas?", ponderou
Na sabatina, ele também minimizou sua alta rejeição entre os eleitores do Rio de Janeiro. Segundo a última pesquisa Quaest, 68% dos entrevistados afirmam que o conhecem, mas não votariam nele. Garotinho atribuiu o número ao noticiário sobre as prisões de todos os governadores eleitos nos últimos 30 anos. Ele alega que isso passa a impressão de que ele seria responsável "pela ladroagem e pela safadeza que Sérgio Cabral, Pezão e Cláudio Castro fizeram".
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O candidato afirmou que suas prisões ocorreram por "equívocos administrativos" e não por roubo. Os casos envolviam investigações sobre compra de votos e irregularidades na construção de casas populares em Campos dos Goytacazes, além de uma condenação por improbidade em desvios na secretaria de Saúde. De forma irônica, o ex-governador disse que "não chegou a passar quatro dias" detido, pois "entrava e saía no mesmo dia".
Garotinho também justificou apoios a antigos adversários. Ele disse que apoiou a primeira eleição de Sérgio Cabral em 2006 por governabilidade, mas retirou o suporte ao perceber que ele havia "montado governo para roubar". Em 2022, apoiou Cláudio Castro por ver Marcelo Freixo (PSB) como a única alternativa viável.
O candidato do Republicanos evitou declarar apoio na disputa presidencial, criticando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pela falta de propostas contra a política de juros altos. Mesmo assim, afirmou que não anulará o voto.
Segurança e transporte
Para a segurança pública, Garotinho propõe um "Bope 2.0", com efetivo de 5 mil homens para ocupar territórios dominados por facções. Ele criticou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que chamou de "marketing com viés eleitoral".
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Na área de mobilidade, o ex-governador defende a substituição do projeto da Linha 3 do metrô, que ligaria Rio a Niterói, por "super barcas velozes". Ele argumenta que a solução custaria dez vezes menos e criaria 70 linhas para integrar a região metropolitana. O candidato também defende a anulação do leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), alegando fraude no processo.