Senado aprova indicação de Rodrigo Pacheco para vaga no TCU
Em votação secreta, foram 63 votos favoráveis e quatro contrários. Com o aval do Senado, a indicação ainda precisa passar pelo crivo da Câmara dos Deputados.
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O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (1º/9), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). O nome do ex-presidente da Casa avançou em uma articulação conduzida pelo atual comandante do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Pacheco ocupará a vaga aberta com a saída antecipada do ministro Bruno Dantas, oficializada na segunda-feira (31). A movimentação no Congresso foi rápida. Ainda na noite de segunda, Alcolumbre formalizou a indicação do aliado para permitir que a escolha fosse analisada nesta semana, a última com sessões deliberativas antes das eleições.
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Na costura, o presidente do Senado também procurou Renan Calheiros (MDB-AL) e pediu que o parlamentar alagoano assumisse a relatoria da indicação. O nome de Pacheco foi levado diretamente à votação, sem passar por sabatina.
Em votação secreta, foram 63 votos favoráveis e quatro contrários. A aprovação exigia o apoio de ao menos 41 dos 81 senadores. Com o aval do Senado, a indicação ainda precisa passar pelo crivo da Câmara dos Deputados.
Nos bastidores do Congresso, a ida de Pacheco ao TCU já era tratada como um caminho provável desde que o senador ficou fora da disputa por uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) e sinalizou que encerraria sua trajetória na política eleitoral, abrindo mão de disputar um novo mandato em 2026.
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Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o então chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo, apesar da preferência de Alcolumbre por Pacheco. A decisão abriu uma crise entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado. Posteriormente, o nome de Messias acabou rejeitado pelos senadores, em uma das principais derrotas impostas pela Casa ao governo Lula.