Pacheco no TCU: veja as etapas até a escolha de novo ministro
A eventual escolha, no entanto, é apenas o primeiro passo de um caminho que passa obrigatoriamente pela aprovação da própria Casa
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A renúncia do ministro Bruno Dantas ao Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma vaga destinada à indicação do Senado Federal, colocando o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no centro das articulações em Brasília. A eventual escolha, no entanto, é apenas o primeiro passo de um caminho que passa obrigatoriamente pela aprovação da própria Casa, em um processo que envolve sabatina e uma votação secreta no plenário.
O rito para a escolha de um novo ministro do TCU é definido pela Constituição. O tribunal é composto por nove ministros: três são escolhidos pelo presidente da República, com aprovação do Senado, e seis são indicados pelo Congresso Nacional (três pela Câmara dos Deputados e três pelo Senado).
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A vaga deixada por Bruno Dantas é uma das de indicação do Senado Federal. Por isso, cabe à própria Casa legislativa escolher o nome que será submetido à sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Nessa etapa, o candidato é questionado publicamente pelos membros da comissão sobre sua trajetória, suas qualificações técnicas e suas visões sobre a fiscalização das contas públicas. A sabatina serve para que os parlamentares avaliem se o nome proposto tem a capacidade e a isenção necessárias para ocupar uma das nove cadeiras do tribunal.
Como funciona a sabatina e a votação
Após a série de perguntas e respostas na CAE, ocorre a primeira votação, também secreta, entre os membros da própria comissão. Se o nome for aprovado por maioria simples, o parecer é encaminhado para análise de todos os 81 senadores no plenário principal da Casa. É neste momento que acontece a etapa mais decisiva do processo.
A votação no plenário do Senado é secreta e exige maioria absoluta para a aprovação do indicado. Isso significa que o candidato precisa do voto favorável de, no mínimo, 41 senadores, independentemente do número de parlamentares presentes na sessão. Este quórum qualificado torna a articulação política fundamental para garantir a confirmação.
Se o nome for aprovado pelo plenário, a decisão é comunicada oficialmente, e o presidente da República realiza a nomeação formal do novo ministro. O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos. Caso o nome seja rejeitado, todo o processo recomeça, com o Senado precisando indicar um novo candidato para a vaga.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.