O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) acusou o também candidato e ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) de ter feito uma ameaça de agressão com um soco durante o primeiro debate do período eleitoral de 2026, realizado pela “Band” no último domingo (16/8). O debate foi marcado por troca de farpas entre os dois. 

Ao Estado de Minas, o candidato do MDB contou que a ameaça foi feita em frente aos demais candidatos presentes, que incluíam Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD). O debate não teve a participação do candidato do PT Patrus Ananias, por conflito de agenda.

Em conversa com a reportagem, Gabriel contou que o primeiro contato entre os dois no ambiente do debate foi amistoso, com um aperto de mão, e que a ameaça veio pouco depois, quando questionou a criação de um programa supostamente feito por Kalil.

“Fiz uma pergunta respeitosa sobre os trabalhadores de aplicativos. Em vez de responder, ele tentou transformar o fato de eu ser professor em ofensa e fugiu do tema”, contou Gabriel. Momentos depois, Kalil teria afirmado que criou o programa da Casa Abrigo Sempre Viva, o que foi questionado por Gabriel.

O abrigo, no entanto, começou a funcionar em junho de 1997, no mandato de Patrus Ananias (PT) como prefeito de Belo Horizonte, hoje também candidato ao Palácio Tiradentes. O mandato de Kalil na prefeitura se deu entre 2017 e 2022.

“O que o irritou foi eu ter dito uma verdade: ele afirmou que criou a Casa Abrigo Sempre Viva, embora o equipamento exista desde 1997. Isso pode be conferido com uma busca simples. Quando apresentei o fato, ele se virou para mim e começou a me xingar”, explicou o candidato do MDB. 

Segundo o emedebista, Kalil continuou falando fora do tempo permitido, embora seu microfone já estivesse desligado. “Pedi ao mediador que garantisse o respeito. Ainda assim, ele seguiu me xingando e chegou a dizer que partiria para cima de mim para me dar um soco”, declarou. De acordo com Gabriel, todos os outros candidatos presentes acompanharam a cena.

Para Gabriel, a atitude do ex-prefeito não faz parte de um comportamento adequado para um governador de estado, em especial Minas Gerais. “Não é assim que se demonstra capacidade para governar Minas Gerais. Divergências fazem parte da democracia. Ameaças, destempero e mentiras não. O povo mineiro precisa de equilíbrio, respeito e verdade. Para ser governador, é fundamental saber dialogar com quem pensa diferente de você. Minas Gerais são várias”, argumentou.

O candidato também criticou a não participação de Kalil na elaboração, escrita e leitura do plano de governo, ao contrário de sua própria candidatura. “Eu escrevi e li meu próprio plano de governo. Ele confessou que não. Isso importa”, afirmou.

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Alexandre Kalil foi procurado, por meio de sua assessoria, para comentar a acusação. Ele não havia retornado até a publicação desta matéria. 

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