Gabriel Azevedo inicia campanha na Serra da Piedade: 'Pedir as bênçãos’
Candidato do MDB ao governo de Minas defende disputa baseada em propostas e diz que adversários não devem ser tratados como inimigos
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O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, iniciou neste domingo (16/8), primeiro dia da campanha eleitoral, sua agenda no Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A escolha do local faz referência a um gesto associado à trajetória de Tancredo Neves e foi acompanhada de um discurso em defesa de uma campanha centrada em propostas e no respeito aos adversários.
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Gabriel participou da missa ao lado dos candidatos do MDB ao Senado, Arcanjo Pimenta e Manoel Carvalho, e do candidato a deputado federal Paulo Brant. A candidata a vice-governadora, Maria Helena Lopes, esteve no santuário no sábado (15/8) e, neste domingo, iniciou agendas pelo Noroeste, Norte de Minas, Jequitinhonha e Mucuri.
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Ao explicar a escolha da Serra da Piedade para abrir a campanha, Gabriel citou Tancredo Neves, que esteve no local em 1984, durante o processo de redemocratização do país. “Estou fazendo assim como fazia Tancredo Neves ao começar as suas campanhas eleitorais, vindo aqui não pedir por mim, mas pedir as bênçãos para o povo mineiro, para sua padroeira”, afirmou.
Depois da missa, o candidato disse que pretende concentrar a disputa na apresentação e na comparação de propostas. Entre os problemas que afirmou querer discutir estão as condições das rodovias estaduais, as filas para cirurgias, o atendimento às mães atípicas e a educação. “Essa deve ser uma eleição baseada em ideias, em propostas para soluções reais”, disse.
Respeito aos adversários
Gabriel também destacou uma mensagem do sermão sobre a responsabilidade dos candidatos com aquilo que dizem durante a campanha. “Ouvi o padre dizer algo fundamental, que nós, candidatos, prestemos atenção nas nossas palavras, que tenhamos compromisso com o que a gente fala”, ponderou.
O candidato relacionou a mensagem à forma como pretende conduzir a disputa pelo governo de Minas. Disse que pretende defender suas posições, mas sem transformar adversários políticos em inimigos.
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“Não basta falar de paz, respeito ou união. É preciso agir de acordo com aquilo que se anuncia. A palavra pública exige coerência entre aquilo que se diz e aquilo que se faz. Quero disputar esta eleição dessa maneira, defendendo minhas posições com firmeza, jamais transformando o adversário em inimigo e respeitando quem pensa diferente”, destacou.