O ex-secretário Marcelo Aro (PP) rebateu as declarações do governador Mateus Simões (PSD) contra ele nesta quinta-feira (6/8) e disparou diversas críticas contra o ex-aliado, chegando a desafiá-lo para um debate.

"Eu conheci defeitos que eu não conhecia do Mateus: o Mateus é mentiroso. Ele falou que não sabia de movimentos, que só ficou sabendo na quinta-feira (30/7), na nossa última conversa. É mentira dele. Eu falei para ele diversas vezes, inclusive por escrito", disse, em entrevista à "98News".

É a primeira vez que Aro responde diretamente as críticas do governador, que o chamou de "traidor" e disse que ele "parasitou" o governo. Eles romperam na semana passada, enquanto Aro articulava a própria candidatura ao Executivo mineiro.

"Fiquei em silêncio primeiro para deixar a raiva passar", explicou o ex-secretário, que emendou: "O Mateus mentiu, não foi honesto nas colocações dele. Ele me traiu. Ele filiou o Viana sem conversar comigo. E ele admitiu isso."

O rompimento começou em abril, quando o PSD filiou o senador Carlos Viana para concorrer ao lado de Aro ao Senado. O então secretário se sentiu traído pelo movimento, já que teve desavenças públicas com o parlamentar e entendia que a candidatura dele dificultava alianças, como o PL, por exemplo.

"O Mateus começa mentindo ao falar para as pessoas que foi meu professor. Mateus nunca foi meu professor, gente. Nunca foi. Apresenta uma lista de chamada que eu sou aluno dele. Mentira. O Mateus mente, e a injustiça é muito grande", disparou Aro.

"Eu fui o traído dessa relação. O Mateus me acusou de agir com conveniência eleitoral. Ele que age com conveniência eleitoral quando filia o Viana." Então, apresentou uma lista de "traídos" por Simões: o Partido Novo; o ex-vice-governador Paulo Brant; o jornalista e ex-deputado federal Eduardo Costa; os servidores estaduais da Segurança; e os professores da rede estadual.

'Chiliquento'

Sobre o encontro na quinta-feira passada, que selou o rompimento, Aro acredita que foi um movimento premeditado pela campanha de Simões: "Fui explicar, ele já deu 'piti'. Um dos defeitos dele é ser chiliquento. O Mateus dá chilique, grita com as pessoas, fala: 'Eu sou o governador' e balança a mãozinha. Ele dá um chilique comigo na reunião. (...) Foi tudo ideia do marqueteiro dele. Tudo isso que está falando de traição foi planejado. É narrativa, só que a verdade está comigo", garante.

Aro também falou que o ex-governador Romeu Zema (Novo) deveria ter abandonado a disputa presidencial, porque "perde para a margem de erro", e ter apoiado Simões, abrindo espaço para uma composição com o PL, que quer ter um palanque forte para Flávio Bolsonaro em Minas.

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Ao final, o ex-secretário ainda propôs um desafio: "Eu gostaria que o Mateus fizesse um debate comigo. Frente a frente. Vamos esclarecer para o povo."

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