O ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) comentou pela primeira vez, nesta segunda-feira (3/8), o rompimento político com o governador Mateus Simões (PSD), mas poupou palavras e disse que, nas próximas 48 horas, vai explicar com detalhes a sua versão da história.
“Vou mostrar o que aconteceu, como aconteceu. Vou mostrar as conversas, o que foi acordado, quais eram os compromissos. Tenho certeza de que tanto a imprensa quanto a população vão fazer o seu juízo. Eu sei para quem eu presto contas e tenho certeza de quem eu sou”, disse, após ser questionado em coletiva de imprensa depois da convenção da federação União-PP em Minas Gerais, que terminou em aberto, mas deu a entender que o ex-secretário disputará o governo.
Aro era pré-candidato ao Senado com o apoio de Simões, que o acusa de romper um acordo definido há quatro anos para cultivar um projeto pessoal.
Aro candidato ao governo?
Ele foi secretário desde a gestão de Romeu Zema (Novo), tendo passado pela Casa Civil e pela Secretaria de Governo, e era considerado o principal articulador político do governo. Porém, se sentiu traído ao ver o PSD filiar, em abril, o senador Carlos Viana, com quem já enfrentou atritos públicos e que concorreria ao seu lado à Câmara Alta do Congresso Nacional.
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Além disso, lideranças da federação União Brasil-PP identificaram um vácuo na disputa estadual em caso de o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto, desistir do páreo. Nesta segunda-feira, o parlamentar oficializou que não disputará o governo, após ter contrariado uma nota do próprio partido que negava que ele iria concorrer.
Na semana passada, Aro se reuniu com Simões para anunciar que desembarcaria do governo para lançar a própria candidatura. A articulação foi chamada de “traição” tanto pelo governador quanto por Romeu Zema. O primeiro disse que Aro ficou “parasitando o governo pelos últimos 4 anos”, enquanto o segundo insinuou que o ex-aliado é um “vendido”.
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O ex-secretário, hoje, disse ter recebido com “muita tristeza” as declarações de Zema e falou genericamente que recebeu “ataques”.
