A convenção estadual da federação União Progressista (União Brasil e PP) terminou sem oficializar a candidatura do ex-secretário de Estado Marcelo Aro ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. Embora lideranças da federação tenham dado a entender que ele será o candidato, a ata da convenção deixou em aberto a definição sobre a disputa pelo Palácio Tiradentes.

“Nós precisamos de pessoas que queiram, de fato, fazer essa terra voltar para onde nunca deveria ter saído. (…) Infelizmente Minas saiu do protagonismo nacional há alguns anos. E eu quero dizer para vocês que eu estou à disposição do nosso partido”, discursou Aro.

O deputado federal Rodrigo de Castro, presidente do União Brasil em Minas Gerais, teve fala no mesmo sentido: “Quero dizer a você, meu caro Marcelo, da nossa alegria de contarmos com você como nosso nome para representar Minas Gerais em uma campanha majoritária para representar a nossa federação. Temos muita confiança na sua capacidade, na sua liderança, em tudo aquilo que você construiu até hoje. Toda Minas Gerais nesse momento espera algo diferente de você. Tenho certeza que você vai dar essa resposta à altura aqui ao povo mineiro”.

Aro era pré-candidato ao Senado com o apoio do governador Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição. Ele foi secretário de Estado desde o governo de Romeu Zema (Novo) e era considerado o principal articulador político da gestão. Porém, sentiu-se traído ao ver o PSD filiar o senador Carlos Viana, com quem já enfrentou atritos públicos e que concorreria ao seu lado ao Senado.

Além disso, lideranças da federação União Brasil-PP identificaram um vácuo na disputa estadual em caso de o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), líder absoluto nas pesquisas de intenção de voto, desistir do páreo. Nesta segunda-feira, o parlamentar oficializou que não disputará o governo, após ter contrariado uma nota do próprio partido que negava que ele iria concorrer.

Na semana passada, Aro se reuniu com Simões para anunciar que desembarcaria do governo para lançar a própria candidatura. A articulação foi chamada de “traição” tanto pelo governador quanto por Romeu Zema. O primeiro disse que Aro ficou “parasitando o governo pelos últimos 4 anos”, enquanto o segundo insinuou que o ex-aliado é um “vendido”.

Nos próximos dias, Aro deve se juntar ao grupo dos que já confirmaram a candidatura ao governo nas convenções: Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB), Ben Mendes (Missão), Rafael Duda (PSTU), Túlio Lopes (PCB) e Indira Xavier (UP).

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Compuseram a mesa da convenção o presidente da federação União Brasil-PP em Minas, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião; o presidente estadual do União Brasil, o deputado federal Rodrigo de Castro; e o presidente do PP mineiro, o deputado federal Pinheirinho. Também marcaram presença outros quadros importantes dos dois partidos, como os deputados federais Pedro Aihara (PP) e Marcelo de Freitas (União Brasil).

compartilhe