Cleitinho quer renegociar dívida de Minas e fala sobre ter ‘mãos limpas’
Candidato ao governo mineiro defendeu parceria entre União, estado e municípios, e falou sobre querer se cercar de "pessoas boas"
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O senador e candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho (Republicanos) declarou que seu maior requisito para conquistar a cadeira no Palácio de Tiradentes é “ter as mãos limpas” e afirmou que, caso eleito, seu primeiro ato como governador seria renegociar a dívida do estado com o presidente da República eleito, independentemente de quem seja. As afirmações foram feitas em evento de lançamento de campanha em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, na manhã deste domingo (23/8).
Em discurso, o candidato declarou que, caso seja eleito, "vai entrar de mão limpa e sair de mão limpa". Segundo ele, muito se fala sobre o estado estar quebrado com dívidas à União, mas Minas Gerais é um dos estados mais ricos do Brasil. "Minas Gerais não é um estado, é um 'país'. Olha a riqueza que Minas Gerais tem. O que a gente precisa fazer é tirar o estado da mão de poucos e colocar o estado na mão de todos. É isso que eu vou fazer", declarou.
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O senador disse ainda que a máquina de governo é "fonte de despesa", enquanto a fonte de riqueza são os produtores rurais, empreendedores, empresários e trabalhadores. "É isso que eu vou fazer naquela cadeia de governo: pegar a caneta e servir vocês da melhor maneira possível", afirmou.
O discurso de Cleitinho também pincelou sobre parceria entre os governos federal, estadual e municipais. Ele afirmou ainda que seu primeiro ato como governador, caso eleito, será renegociar a dívida de Minas Gerais com a União, que chega a quase R$ 200 bilhões. "Independentemente de quem seja o presidente que estiver lá em 2027, o primeiro ato meu é sentar com o presidente para gente poder negociar essa dívida do estado", declarou.
Cleitinho criticou as condições das rodovias estaduais e as contas de água, definida por ele como "a mais cara do Brasil onde não tem tratamento de esgoto e ainda cobram uma taxa de tratamento que não existe". "Vocês pagam mais por tributo, por imposto do que pelo próprio consumo. É isso que eu vou fazer: reduzir o custo de vida de vocês", garantiu o candidato.
O candidato ao governo mineiro também afirmou que saúde, segurança e educação são obrigações da administração pública e definiu que, caso ganhe as eleições, pegaria o dinheiro do orçamento e devolveria nessas áreas, investindo também em novos secretários.
"Jesus Cristo, ele que, pra mim, é a maior referência e maior líder mundial. Jesus Cristo não precisava de ninguém. Ele nunca precisou de ninguém. E mesmo assim andava com 10 [discípulos]. Quem sou eu? Eu não sou melhor que ninguém. Eu tenho muito que aprender. Mas o que eu vou fazer é me rodear de pessoas boas do meu lado", declarou.
Cleitinho afirmou que teria um secretário técnico para auxiliá-lo que o acompanharia no governo e prometeu "fazer pelo coletivo" e "governar para todos". Ele disse que auxiliaria todos os 853 prefeitos do município, mesmo que eles não o apoiem neste momento da eleição, independente de ideologia.
"Eu tenho que ter a honra de ouvir todo mundo. Eu não sei tudo. E agora quem sabe tudo aqui? Ninguém que nasceu aprendendo. O que cabe a mim é saber o que é certo e o que é errado. O que cabe a mim é sentar na cadeira e defender o interesse do povo e não o meu interesse e o interesse de alguns", declarou.
Cleitinho na liderança
Última pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira (21/8), mostra Cleitinho na liderança da disputa pela cadeira de governador. Segundo o levantamento, ele pontuou 32% das intenções de voto em um cenário estimulado de primeiro turno. O segundo lugar é dividido pelos ex-prefeitos de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), que conquistaram 12% das sinalizações cada.
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O atual governador Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) marcaram 4% cada. Túlio Lopes (PCB) teve 2%. Tiveram 1% Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP). Henrique Áreas (PCO) não pontuou. Votos em brancos e nulos somam 14%, e os indecisos, 13%.