Cleitinho lidera disputa em MG com 32%; Patrus e Kalil têm 12% cada, mostra Datafolha
Mateus Simões, Flávio Roscoe e Gabriel estão empatados com 4% cada um. Pesquisa é a primeira após registro das candidaturas e início da campanha
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa para o Governo de Minas Gerais, de acordo com nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).
O congressista, cuja trajetória nos últimos meses foi marcada por um vaivém em relação à sua candidatura, marca 32% das intenções de voto no primeiro turno.
Em segundo lugar, estão Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), ambos ex-prefeitos de Belo Horizonte, com 12% cada um.
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O atual governador Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) marcaram 4% cada.
Túlio Lopes (PCB) teve 2%. Tiveram 1% Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP). Henrique Áreas (PCO) não pontuou.
Votos em brancos e nulos somam 14%, e os indecisos, 13%.
O levantamento foi feito de terça (18) até quinta (20) com 1.204 eleitores do estado. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado sob o código MG-00446/2026.
Contratada pela Folha e pela TV Globo, esta é a primeira pesquisa Datafolha divulgada após a conclusão do registro das candidaturas e início oficial da campanha.
Lista **** Na pesquisa espontânea (quando os nomes dos concorrentes não são apresentados ao entrevistado), Cleitinho também lidera, com 15% das intenções de voto. Nesse quesito, no entanto, é dominante a fatia dos indecisos: somam 64%. Patrus e Kalil marcaram 3% cada um. Outros 2% citaram Romeu Zema (Novo), que concorrerá à Presidência da República.
A corrida pelo governo mineiro é uma das mais tumultuadas deste ciclo eleitoral. A começar por Cleitinho. O senador, líder da disputa, foi e voltou sobre a candidatura ao Executivo do estado, comportamento que causou constrangimento no partido. A Folha contabilizou ao menos três reviravoltas. A indefinição foi marcada por vídeo de IA e um chamado do Espírito Santo.
Do plano nacional para o estado-espelho, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais candidatos à Presidência neste ano, demoraram tanto para definir seus nomes no estado que acabaram, um com um deputado federal e outro com um empresário lançados de última hora.
A candidatura de Patrus surgiu de intervenção do próprio Lula após negativas reiteradas do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), enquanto o PL oficializou Roscoe para garantir um palanque no estado após as idas e vindas de Cleitinho para o cargo.
Minas é tido como estado-chave para a eleição presidencial. Além de servir como representação do país, com as características sociodemográficas diversas do estado, desde a redemocratização todos os eleitos presidentes também obtiveram vitória nas urnas mineiras.
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No quesito rejeição, Patrus Ananias fica à frente, com 29% dos eleitores que dizem que não votariam nele de jeito nenhum. O mesmo disseram 23% dos entrevistados sobre Alexandre Kalil, segundo o Datafolha. Flávio Roscoe marcou 17% de rejeição, e Cleitinho e Simões, 14% cada.